Brasil ganha uma nova espécie de flor a cada dois dias
O Brasil tem em média uma descoberta de planta angiosperma –que produz flores– a cada dois dias. E a mata atlântica, apesar de quase extinta, ainda é o lugar onde mais se encontram novas espécies. Na seqüência, está o cerrado e, depois, a floresta amazônica.
A matéria destaca também que ainda é proporcionalmente pequena a quantidade de descobertas na região amazônica, considerando que o bioma ocupa 49% do território. Faltam taxonomistas para fazer o trabalho.
Leia matéria completa na Folha.
Por Darcio Payá.
Com a atual corrida por substitutos para os combustiveis fósseis, começaram os questionamentos sobre se o etanol, derivado da cana de açúcar ou do milho, é a melhor opção, já que concorre diretamente com a alimentação animal e humana.
Está bastante claro que uma expansão desordenada, e a destinação tanto de milho quanto de cana para a produção de combustível sem a mensuração do balanço total de produção pode representar um risco bastante relevante para o a segurança alimentar, e consequentemente, do negócio do etanol, considerando que os governos podem e devem tomar medidas para impedir que isso ocorra.
O derretimento das geleiras causará muito mais mudanças do que o aumento do nível do mar. A alteração das correntes marítimas, que influenciam diretamente no clima e a diminuição de áreas cultiváveis estão entre algumas das mudanças ambientais mais graves, e que devem ter impactos político-sociais relevantes, como segue abaixo.
Da BBC Brasil:
Geleiras em todo o mundo estão derretendo mais rápido que nunca, alerta um relatório do Programa da ONU para o Meio-Ambiente.
Em média, as geleiras perderam 1,5 metro de gelo em 2006 - ao passo que a perda média de espessura foi de 30 centímetros por ano entre 1980 e 1999.
Um relatório escrito pelo Alto Representante da União Européia, Javier Solana, e pela comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, mostra que a imigração provavelmente aumentará por causa dos “refugiados do clima”. Segundo o texto, os países pobres – principalmente os africanos - serão os mais afetados pelas mudanças, o que provocará com que seus moradores se dirijam a outros países.
Em outras palavras, tensões políticas estão previstas para os próximos anos. E não é só em relação às fronteiras e aos novos moradores. O relatório também prevê conflitos com a Rússia pelos recursos minerais do Ártico, que está em rápido degelo. O derretimento das calotas polares está abrindo novas rotas marítimas e de comércio internacional, o que muda a “dinâmica geoestratégica da região”.
Leia mais em:
Perda de geleiras ‘foi recorde em 2006′, alerta ONU
Refugiados do clima
O Eco1 é o primeiro site brasileiro com vídeos exclusivamente voltados à questão ambiental.
Via Planeta Sustentável.
Com o rápido avanço da tecnologia e sua conseqüente popularização, surge o problema do lixo eletrônico - computadores, impressoras, câmeras, celulares descartados, alguns até em condições de uso.
A Revista Piauí de dezembro traz matéria sobre o assunto:
(Não) há informações sobre o volume ou o ritmo de crescimento do e-lixo nacional. Sabe-se apenas que um computador padrão tem uma vida útil de aproximadamente quatro anos e que, até o fim do ano, a indústria deve vender 10,1 milhões de novos aparelhos(…). Logo, é certo concluir que até 2012 uma avalanche de máquinas velhas aterrissará em terrenos semelhantes ao que Adílson dos Anjos trabalha, a menos que surja um caminho mais eficiente para o descarte de lixo digital. A falta de dados e a conseqüente ausência de projetos voltados para o bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o e-lixo brasileiro ainda se move pela sombra – e dá medo.
Já reportagem no Portal Exame diz:
(…) Até agora, as companhias se limitavam a assegurar que seus produtos chegassem às prateleiras. O que o consumidor fazia com eles não lhes dizia respeito. Hoje, elas começam a trilhar o caminho inverso, o do consumidor de volta à empresa.
(…) Também os governos estão mais atentos à questão (…). Nos últimos meses, vários países têm buscado endurecer a legislação referente a questões ambientais. É o caso do Japão, um dos mais severos em relação às metas de reciclagem obrigatória, que inclui 33 produtos, entre os quais televisores, geladeiras e computadores.
No Brasil, o Projeto 1991/07 pretende instituir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Como tudo que passa por Brasília, este importante assunto é tocado à passos de formiga e sem vontade.
O risco do descarte inadequado desse tipo de material é a poluição do solo e da água.
Ainda de acordo com a Piauí, a cidade chinesa de Guiyu, que tem o maior lixão de equipamentos eletrônicos do mundo, apresenta níveis críticos de contaminação por metais pesados em seu solo, e já não resta nenhuma fonte de água potável num raio de 50 quilômetros do centro.
Saiba mais sobre o assunto:
Revista Piauí - Ruínas eletrônicas
Revista Exame - Elas querem apagar os rastros
Site da Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem
O Pedro Dória informa que:
Numa típica casa de classe média norte-americana, o consumo elétrico dos ‘aparelhos vampiros‘ representa de 5 a 8%, às vezes chega a 10%, da conta de energia elétrica – número do Departamento de Energia dos EUA, equivalente ao nosso ministério.
‘Vampiros’ são os aparelhos que consomem energia mesmo quando ninguém os usa. É o relógio do videocassete ou microondas, o lead da televisão, um computador ligado horas com o screen saver – consoles de videogames que permanecem ligados são os campeões estatísticos.
A energia elétrica jogada fora assim representa 1% das emissões anuais de carbono em todo o mundo.
Leia mais no artigo da Salon (em inglês):
Put a stake in it
Marcos Sá Corrêa escreve sobre água:
Anacrônico mesmo é continuar culpando os céus pela inconstância da chuva, sem olhar para baixo e ver que não dá para querer hidrelétricas bem reguladas onde os rios têm cabeceiras devastadas, os mananciais estão poluídos e as matas ciliares são facultativas. Os brasileiros sabiam disso nos bons tempos da simples falta d’água. No século 19, quando murcharam as fontes que abasteciam o Rio de Janeiro, o imperador mandou o major Archer reflorestar as encostas da Tijuca. Atualmente, com tudo acontecendo pela primeira vez na história deste país, não se consegue mais prever nem esse passado.
O gigante Google, através de seu braço filantrópico, o Google.org, anunciou que vai investir US$ 25 milhões em pequenas empresas que lançarem idéias para auxiliar na preservação do meio ambiente. O primeiro projeto escolhido foi o eSolar, que desenvolve um sistema de baixo custo para montar geradoras de energia elétrica utilizando o calor solar. A diferença deste projeto é a utilização de pequenas placas, mais baratas, e que podem ser montadas em escalas menores ou maiores, pra gerar entre 25MW e 500MW.
Via Green Daily.
O jornalista Eduardo Pegurier separou alguns das principais vantagens de se construir um telhado verde:
-tem o dobro da vida útil
-É um bom isolante térmico. Reduz a energia usada em refrigeração em 25% e retém calor no inverno
-Amortece o barulho exterior
-Pode ser usado para produzir comida. O hotel Fairmount em Vancouver poupa 30 mil dólares por ano plantando flores e ervas no seu telhado verde.
-Benefícios públicos: é bom contra enchentes, pois absorve água e reduz a necessidade de infra-estrutura urbana de drenagem; contribui para a redução de gases do efeito estufa; melhora a qualidade do ar, filtrando a poeira e produzindo oxigênio; modera a temperatura, cortando até 2º C.
Leia o artigo Aquecimento Local, n´O Eco.
Saiba mais sobre telhados verdes (inglês).
Leia sobre telhados verdes no Eco Trip.
Ainda falando sobre iniciativas de governo com fins ambientais, na Alemanha paga multa quem transitar com veículo pelas Zonas Verdes sem o selo indicando que passou por vistoria e está ok quanto aos níveis de poluição emitidos. No primeiro trimestre de 2008 o sistema funciona em Berlim, Colônia e Hanover. Até o final do ano, mais 19 cidades entram no esquema.
Leia mais no Planeta Sustentável.
China proíbe sacolas plásticas gratuitas em lojas
As lojas estarão proibidas de dar sacolas plásticas a seus clientes a partir de 1º de junho na China, onde a população consome 3 bilhões de bolsas descartáveis por dia, uma grave ameaça ao meio ambiente.
Leia notícia completa na Folha On Line.
O Eco é um dos sites que inspiraram a criação deste espaço. Uma de suas seções mais belas é a de fotografias. Pra começar o ano, o fotógrafo Adriano Gambarini montou uma coleção (com fotos suas e de outros colegas) de bichos que reagem à presença do homem, encarando diretamente aquele que pode ser o responsável por sua extinção.
Segundo Adriano, são “fotos que se tornam leitores de nós mesmos. Imagens que respondem ao nosso olhar. Olhares que anseiam por liberdade, por lugar seguro para viver. Mas que, infelizmente, dependem do homem para continuar a olhar.”
Veja a sua emissão anual de Gases de Efeito Estufa (CO2 equivalente), e a quantidade de árvores que precisará plantar a fim de neutralizar estas emissões utilizando essa calculadora.
Fonte: Iniciativa Verde.
O British Council vai selecionar 3 brasileiros entre 14 e 18 anos, que sejam fluentes em inglês e que se interessem pela causa ambiental, para serem Embaixadores do Clima.
Os escolhidos participarão da Conferência Internacional de Meio Ambiente, em Kobe, no Japão, que irá acontecer em maio de 2008. Antes da Conferência, participarão de uma reunião no Reino Unido, em março de 2008, onde receberão treinamento sobre as mudanças climáticas, como multiplicar o tema e falar com a imprensa.
As inscrições devem ser feitas através do site do British Council até 31 de janeiro.
Saiba mais sobre o Projeto De Olho no Clima.

Conheça Paul Watson, um dos fundadores do Greenpeace, organização da qual foi expulso, e atual líder da Sea Shepherd, que se dedica à proteção dos mares.
A Sea Shepherd já afundou dez navios baleeiros, e carrega pintadas no casco de seu navio as bandeiras deles a título de troféu (foto).
Leia na Trip a matéria e entrevista completas.
Porque o Greenpeace se recusa a falar sobre você? Porque nós os envergonhamos. Somos o que eles um dia já foram, então os fazemos lembrar que eles falharam em seus principais objetivos.
Que acha de ser rotulado como ecoterrorista? Chamem-me do que quiser. Se realmente fosse um ecoterrorista, estaria preso ou proibido de viajar. Nunca causei um ferimento sequer e nunca fui condenado por crime grave. Meus inimigos sim são ecoterroristas.
Talvez o tão propagado biodiesel não seja assim uma idéia tão boa:
O biodiesel, combustível alternativo feito à base de óleos vegetais, foi anunciado como um dos principais programas do governo na área de energia. Ao mesmo tempo que oferece ganhos ambientais por reduzir a poluição e ser renovável, o biocombustível (…) foi apresentado como uma oportunidade para gerar emprego e renda na agricultura familiar. (…)
O aumento de renda na China e na Índia elevou 6,5% o consumo de óleos vegetais em 2007, e já se prevê novo crescimento, de 6%, da demanda em 2008.
À medida que o biodiesel ganha peso na matriz energética mundial, sua conexão com o petróleo aumenta. “Isso significa que um preço mais alto do petróleo tem sido traduzido em maiores preços dos óleos vegetais”, diz James Fry, diretor da consultoria inglesa LMC (…) Não é só no Brasil que o mercado de biodiesel é complicado. A Alemanha é o maior produtor mundial, com 40% dos cerca de 13 bilhões de litros fabricados no planeta. Mas essa liderança foi construída com base numa gama de subsídios aos produtores e reduções tributárias.”
Apesar de o biodiesel à base de óleo de soja ser o mais viável econômicamente, fica claro que utilizar alimentos para fabricar combustíveis não é a solução. Em dois anos, a cotação do óleo de soja quase dobrou. O mesmo ocorre com o milho americano, matéria prima do etanol por aquelas bandas:
…em fevereiro, quando dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de dez cidades do México para realizar o protesto que ficou conhecido como a marcha das tortillas. Prato de resistência da culinária local, a iguaria teve seu preço aumentado em 400% nos últimos meses. A variação foi provocada pelo aumento de seu principal ingrediente, o milho, que no caso mexicano é importado dos Estados Unidos. Como os americanos estão transformando em etanol boa parte dos grãos produzidos em seu território, o alimento está cada vez mais escasso para exportação.(…) De um ano para cá, a cotação do milho nas bolsas de Chicago e Nova York sofreu valorização de 50%. O alto preço da commodity pode afetar uma extensa cadeia de empresas que utilizam a matéria-prima na fórmula de seus produtos ou como ração para animais. A lista inclui leite, carne de frango e refrigerantes, entre outros itens.
Leia mais no Portal Exame:
“Bom de marketing, ruim de lucro”
“Comida x Combustível“

James Lovelock, cientista, ambientalista, pesquisador e autor da Teoria de Gaia, em que a Terra é vista como um superorganismo, acredita que não há muito o que fazer - ela irá se livrar do que a está incomodando : nós, os humanos.
Uma saída seria a utilização em larga escala da energia nuclear, opinião que causou a fúria de ambientalistas por todo o globo.
Em entrevista para a Rolling Stone Magazine, Lovelock lança idéias que assustam, principalmente por fazerem todo o sentido.
A seguir destacamos os principais trechos da matéria - não deixe de lê-la na íntegra:
“James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada.”
“Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.”
“O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo.”
“É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos”, Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. “Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho.”
A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. “O sistema todo”, concluiu, “está em modo de falha.”
“Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte – o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria – passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2… e assim por diante.”
“Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar”, Lovelock responde. “Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total – quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso.”
“Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente.”
Leia mais:
Artigo sobre a Teoria de Gaia
James Lovelock´s Web Site (em várias línguas, inclusive português e francês)
RS: Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão
De acordo com o Green Daily, 2007 não vai entrar pra história como o ano em que os consumidores começaram a prestar atenção ao meio ambiente, mas como o ano em que as empresas começaram a lançar todo tipo de bugiganga “ecológica” algumas bacanas, outras completamente inúteis.
Eles listaram os oito mais legais que ajudam na economia de energia elétrica:
- um carregador solar portátil de gadgets;
- um carregador solar dobrável para notebook, à prova-d´água;
- uma bolsa com um painel solar - você guarda o celular, mp3 player ou outro gadget qualquer e a bolsa se incumbe de recarregá-los;
- pra quem não é muito afeito à sol, um carregador de celular à manivela;
- o Eco Media Player, concorrente do iPod e do Zune, mas com uma manivela pra recarregar a bateria - 1 minuto girando garante 40 minutos de vídeo;
- um dínamo pra colocar na bicicleta, gerando eletricidade a partir das pedaladas;
- um equipamento que, ligado à sua rede elétrica, emite uma luz vermelha se estiver gastando muito e uma luz azulada, caso você esteja economizando energia;
- e finalmente, uma régua (alguns chamam de extensão ou filtro) de energia que, ligado à porta USB do computador, desliga todos os outros equipamentos (impressora, scanner, etc.) assim que o PC for desligado.
Fonte: Green Daily.
Projeto proíbe uso e venda de bebida em garrafas PET em SP
Projeto de lei do governo de São Paulo obriga as empresas que produzem e comercializam água mineral, refrigerantes e outras bebidas a abolir o uso das garrafas plásticas, conhecidas como PET, num prazo de seis anos. Fabricantes de cerveja que passarem utilizar o plástico antes de a medida entrar em vigor terão um ano para se adequarem à lei.
O polêmico documento deve ser enviado à Assembléia no início de 2008, segundo o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano. “A poluição por resinas plásticas é responsável por inúmeros prejuízos ao ambiente, à saúde e à segurança da população. Praticamente todas as áreas urbanas do país convivem com inundações, provocadas pelo assoreamento de valas, rios e canais e pelo entupimento de galerias pluviais, em muito relacionadas diretamente ao descarte irresponsável de lixo plástico”, diz o texto.
Dados da Abir (associação das indústrias de refrigerantes) mostram que o PET domina o mercado, com 79,9% das embalagens (em dezembro de 2006). O vidro tem 12,3% e a lata, 7,8%.
Analisando o assunto, lançamos algumas questões (deêm suas sugestões):
- Não seria mais adequado o incentivo à reciclagem desse material?
- A proibição do uso de garrafas plásticas poderia trazer outros tipos de problemas ambientais?
- É justificável a alegação da defesa dos empregos gerados pela indústria desse plástico em detrimento do mal causado ao ambiente?
Leia mais:
Saiba mais sobre o Politereftalato de etila (PET) na Wikipédia;
Notícia completa do site do Governo do Estado de São Paulo;
Site da Abipet - Associação Brasileira da Indústria do PET;