junho 30, 2009

Pandemia
(Sandino)

Compre sua máscara
Não ande de metrô
Matem todos os porcos no Egito
Lave os talheres
Não beije na boca
Monitore o espirro do seu vizinho

Ohhhh, pandemia!

Acompanhe o grau de risco
Não saia de casa
Prendam as crianças, suspendam as aulas
Fechem as fronteiras
Procure um hospital
Cancele o campeonato de futebol

Ohhhh, pandemia!

Armazene alimentos
Espere a incubação
Acompanhe a transmissão pela televisão
Prorrogue o feriado
Até o natal
Sinta-se seguro na Estação Espacial

Click e veja o vídeo no Youtube

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junho 28, 2009

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junho 24, 2009

Festival internacional do documentário musical

O primeiro festival internacional do documentário musical IN-EDIT estréia no Brasil com uma programação bem interessante. São 29 produções internacionais e outros quinze documentários produzidos no Brasil. Seis filmes nacionais estarão competindo ao prêmio de melhor filme escolhido pelo publico, são eles: Na Base da Bossa, 50 anos de Excelência, Música Subterrânea, Jards Macalé - Um Morcego na Porta Principal, Favela On Blast, Dub Echoes e Fandango.
Além da mostra de filmes, o festival contará com a presença de diretores, shows, palestras, debates e outras atividades. Entre os convidados está o diretor espanhol Fernando Trueba, ganhador de um Oscar, que apresentará seus documentários El milagro de Candeal e Calle 54. Entre os destaques internacionais do festival estão Godfather of Disco, que conta a história de Mel Cheren, e o aclamado documentário sobre os Rolling Stones, Rolling like a Stone.
A história do punk e do hardcore é retratada em American Hardcore, Punk's not dead e Punk Attitude. O filme Respect Yourself: The Stax Records Story conta a história do surgimento do selo country The Stax Records. Já a cultura hip hop está presente com o filme Public Enemy: Welcome to the Terrordome que narra a história do Public Enemy na voz dos seus próprios integrantes. A cena eletrônica é representada pelo renomado clube berlinense Tresor que é retratado em Tresor Berlin: The Vaults and the Electronic Frontier.
Entre os destaques nacionais, o mais esperado Guidable - A verdadeira história do Ratos de Porão. Em Recife Beat nos deparamos com o surgimento do manguebeat, usando o festival Rec Beat como pano de fundo. Chico Science e outros protagonistas do movimento contam em primeira pessoa todos os detalhes que levaram a cultura pernambucana a conectar-se com as últimas tendências da música. E em Dub Echoes temos o retrato do surgimento do dub na Jamica do final dos anos 60.
As sessões acontecem de 25 de junho a 5 de julho no MIS, HSBC Belas Artes, Cine SESC, Galeria Olido, CCJ e Centro Cultural Cervantes, na capital paulista, e de 9 a 12 de julho no Cine Santa Teresa, no Rio.
O IN-EDIT foi criado em Barcelona há sete anos, com o objetivo de incentivar a produção desse gênero cinematográfico e oferecer ao público a oportunidade de ver títulos difíceis de encontrar nos circuitos comerciais. O festival IN-EDIT teve seis edições em Barcelona e depois desembarcou em Santiago do Chile em 2005, e agora em 2009 chega a Buenos Aires e Puebla, no México, antes de aterrissar em terras brasileiras.
+info: http://www.in-edit-brasil.com/

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Chico Science: detalhes do movimento Mangue Beat

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Agora é "nóis na fita" !!!

Os dois finalistas da Copa do Brasil já decidiram o Brasileirão de 76, que na época se chamava Copa Brasil. Uma partida só, no Beira-Rio. 2×0 para o timaço comandado por Minelli, que tinha Manga, Figueroa, Falcão, Dadá Maravilha etc… No Corinthians, Tobias, Zé Maria, o xerife Moisés, Wladimir, Romeu, Vaguinho, Geraldão, Romeu etc. O alvinegro vinha embalado pela dramática classificação na semifinal contra o Flu, na chamada “invasão do Maracanã”. Mas não resistiu ao colorado, que se tornou bicampeão.
Vivendo o clima da final contra o Internacional, os ex-jogadores do Timão compararam a final da Copa do Brasil 2009, com a decisão de 1976. Será apenas a segunda vez na história do futebol brasileiro, que Timão e Colorado se enfrentam em uma final nacional. “Desta vez vai ser diferente e seremos vingados. Será 2 a 0 para o Timão no primeiro jogo “, arriscou o ex-lateral-esquerdo Wladimir.
Basílio, autor do gol que deu o título paulista para o Corinthians em 1977, espera ser vingado pela equipe de Mano Menezes. “Assim como em 76, a decisão deste ano será marcante. E desta vez nós é que vamos levar!", finalizou o ex-atacante.

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O Corinthians de 1976 tinha Tobias, Zé Maria, o xerife Moisés, Wladimir, Romeu, Vaguinho, Geraldão, Romeu...O alvinegro vinha embalado pela dramática classificação na semifinal contra o Flu, na chamada "invasão do Maracanã"

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Expressionismo: Fritz Lang

Fritz Lang nasceu em Viena de Áustria, em 5 de Dezembro de 1890, e morreu em Beverly Hills, California, nos Estados Unidos da América, em 2 de Agosto de 1976.
Filho de um arquitecto, Lang estudou muito brevemente arquitectura na Universidade Técnica de Viena, e depois de ter viajado um pouco por todo o Mundo de 1910 a 1914, estabeleceu-se em Paris, por algum tempo, sobrevivendo como pintor.
Participou na Primeira Guerra Mundial, enquanto oficial do exército austro-húngaro, tendo sido gravemente ferido em Junho de 1916. Durante a convalescença começou a escrever guiões para filmes, sobretudo de suspense e de horror, que o fizeram ir para Berlim após o fim do conflito para trabalhar com o produtor alemão Erich Pommer. Parte do guião do Gabinete do Dr, Caligari (1919), de Robert Wiene foi escrito por Fritz Lang.
Fritz Lang é um dos expoentes do Expressionismo, um estilo que tentava descrever emoções subjectivas e as reacções que os objectos e os acontecimentos provocam, e não a realidade objectiva, e que se caracterizou na Alemanha por ter um estilo duro, arrojado e visualmente muito intenso. O primeiro filme de sucesso que realizou foi Der müde Tod (1921), mas a série de filmes que realizou em 1919-1920 com o título Die Spinnen, já o tinham tornado conhecido enquanto realizador. O filme seguinte, Dr. Mabuse, der Spieler (1922) estuda um criminoso de génio; Die Nibelungen (1924), baseado no romance medieval alemão redescoberto em 1755 e celebrizado por Wagner, conta a história de uma vingança auto-destrutiva; Metropolis (1926) possivelmente o mais importante filme de ficção científica alguma vez realizado, é uma visão expressionista do futuro, baseado no livro da sua mulher Thea von Harbou, com quem se casou em 1922, e que tinha conhecido quando ambos escreveram o guião de Der müde Todt (1921); e M (1931), o seu filme alemão mais famoso, e o seu primeiro filme sonoro, mostra um assassino de crianças que confessa o seu comportamento criminosos compulsivo.

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M (1931)

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As Mercenárias

Grupo de rock formado por Rosália Munhoz (voz), Ana Machado (guitarra), Sandra Dee (baixo) e Lou (bateria) na cidade de São Paulo em 1984. Na primeira formação contava com o guitarrista Edgard Scandurra, tocando bateria, que deixou o grupo no ano seguinte para dedicar-se exclusivamente ao IRA!. Sandra Dee também havia participado de outras bandas paulistanas, como o Voluntários da Pátria e o Smack, esta última em companhia de Scandurra. Seguindo a linha que se convencionou chamar de "pós-punk", lançou um único disco pelo selo paulista Baratos Afins.

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Mercenárias on MySpace Music - Free Streaming MP3s

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo X

Uma decisão danosa
Por Alberto Dines em 18/6/2009

Difícil avaliar o que é mais danoso: a crítica do presidente Lula à imprensa por conta das revelações sobre o comportamento do senador José Sarney (PMDB-AP) ou a decisão do Supremo Tribunal de eliminar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. São casos diferentes, porém igualmente prejudiciais à fluência do processo informativo. E exibem a mesma tendência para o sofisma, a ilusão da lógica.
Fiquemos com a decisão do STF. Embora irreversível, não é necessariamente a mais correta, nem a mais eficaz. A maioria do plenário seguiu o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, relator do processo, que se aferrou à velha alegação de que a obrigatoriedade do diploma de jornalista fere a isonomia e a liberdade de expressão garantida pela Constituição.
Para derrubar esta argumentação basta um pequeno exercício estatístico: na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões.
No seu relatório, o ministro Gilmar Mendes também tenta contestar a afirmação de que profissionais formados em jornalismo comportam-se de forma mais responsável e menos abusiva. Data vênia, o ministro-presidente da Suprema Corte está redondamente enganado: nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir.
É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.
O STF errou tanto no caso da derrubada total da Lei de Imprensa como no caso do diploma. E foi induzido pela mesma miopia.

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo IX

A liberdade das más razões
Por Janio de Freitas em 23/6/2009
(Reproduzido da Folha de S. Paulo, 21/06/09)

"Liberdade de expressão" não é uma expressão de liberdade, é uma fórmula cuja utilidade política está em encobrir limitações e condicionantes do direito de expressão. Umas necessárias à sociedade, outras impostas para preservação de domínio.
Magistrados e advogados abusaram do uso da expressão que sabem ser falaciosa, para chegar à extinção, pelo Supremo Tribunal Federal, da exigência de diploma específico para profissionais do jornalismo. A exigência, não nascida dos motivos repetidos no STF, foi um excesso problemático desde sua criação em 1969, mas nem por isso deixou de produzir um efeito muito saudável e nunca citado, no STF ou fora. Em lugar do diploma específico, a obrigatoriedade de algum curso universitário, não importa qual, seguida de um curso intensivo de introdução aos princípios e técnicas do jornalismo, seria a fórmula mais promissora para a melhor qualidade dos meios de comunicação.
É um argumento rústico a afirmação de que diploma obrigatório de jornalismo desrespeita a Constituição, por restringir o direito à liberdade de expressão. É falsa essa ideia de que o jornalismo profissional seja o repositório da liberdade opinativa. São inúmeros os meios de expressão de ideias e opiniões. E, não menos significativo, a muito poucos, nos milhares de jornalistas, é dada a oportunidade de expressar sua opinião, e a pouquíssimos a liberdade incondicional de escolha e tratamento dos seus temas. (A esta peculiaridade sua, a Folha deve a arrancada de jornal sobrevivente para o grande êxito).

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo VIII

Qualidade na informação? Para quê?
Por Ubirajara Oliveira em 23/6/2009

Sou jornalista. Isso bem antes de encarar quatro longos anos de faculdade. Comecei na comunicação profissional em 1991.
Ao longo destes 18 anos de profissão, vivi a comunicação e observei como a informação é instrumento de libertação, com consequente maior participação popular no contexto social.
A exigência do diploma e a vontade de me aprimorar me conduziram aos bancos da faculdade.
Foram quatro anos de dedicação, sacrificando a família, a vida e, em várias ocasiões, a saúde.
Hoje sou surpreendido com o julgamento do STF. Sem entrar no mérito da questão, pergunto: o que faço agora com o meu diploma? E o tempo e dinheiro investidos?
Mais uma vez, os barões da comunicação impõem o que querem em nome de um jornalismo rendido ao poder econômico que vive de apresentadores biônicos e estrelas da hora. Qualidade na informação? Pra quê? Basta um jornal com uma mulher pelada na primeira capa e pronto!
Quanto a mim, vou continuar e quem sabe ano que vem volto para os bancos da universidade, desta vez para me aventurar num curso de História (?).
Como já dizia o poeta: "Brasil, mostra tua cara. Quero ver quem paga pra gente ser assim."

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo VII

STF atende ao pedido das grandes empresas
Por Hamilton Octavio de Souza em 23/6/2009
(Reproduzido do site da revista Caros Amigos, 18/06/09)

O Supremo Tribunal Federal decidiu retirar da regulamentação da profissão de jornalista a exigência de diploma específico de curso superior de jornalismo. Essa exigência existe desde a regulamentação de 1969. Passou a vigorar em 1971. Nunca foi limitação para a liberdade de expressão e nunca impediu ninguém de colaborar e participar das atividades jornalísticas e dos meios de comunicação. Os jornais e as revistas estão cheios de articulistas não-jornalistas. É só ver os colaboradores da página 2 da Folha de S. Paulo: Antonio Ermírio de Moraes, Delfim Netto, Emílio Odebrecht, Marina Silva, Cesar Maia etc...
A exigência tem servido para definir o perfil da categoria profissional, quem vive do trabalho jornalístico, quem tem no jornalismo a sua atividade principal, quem tem vínculo empregatício como jornalistas. Para essa categoria, a exigência do diploma foi uma conquista importante - na medida em que estabeleceu área específica de estudo, reflexão e pesquisa, aperfeiçoamento técnico e comprometimento ético e político. Contribuiu para elevar o nível intelectual e cultural da categoria - de maneira geral, apesar dos cursos ruins e picaretas (como em todas as áreas do ensino superior público e privado).

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo VI

Liberdade de imprensa e de informação estão comprometidas
Por Jorge Fernando dos Santos em 23/6/2009

A anulação do Decreto-Lei 972/69 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pode não representar um mal em si, mas com certeza causa muita polêmica. Afinal, se para ser repórter não é preciso diploma, por que alguém deveria frequentar a faculdade para se tornar advogado ou para disputar uma vaga de juiz? Não bastaria conhecer a Constituição Federal, o Código Penal e as leis ordinárias para exercer a função com a devida competência?
Teoricamente, exigir diplomas de juristas também contraria o senso democrático e os princípios da igualdade social. Todo mundo sabe que a justiça brasileira é demasiadamente cara, desigual e elitista. Enquanto um pobre é condenado por roubar um pote de margarina num supermercado, o rico que lava dinheiro ou pratica crimes do colarinho branco pode gozar de plena liberdade sem nem mesmo ser algemado.

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo V

Uma decisão prejudicial e ofensiva
Por Ayoub Ayoub em 23/6/2009

O Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná repudiou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por ser, além de prejudicial, ofensiva aos jornalistas brasileiros. Não satisfeitos em atacar uma conquista histórica da categoria, os ministros do STF fizeram comparações grosseiras com outras profissões. A preocupação do sindicato não se restringe ao ataque que sofrem os jornalistas. As medidas tomadas terão repercussão em toda a sociedade brasileira, que precisa de informação com qualidade e respeito pelo seu direito constitucional à informação.
Nossa posição histórica, junto com a Fenaj e outros sindicatos de jornalistas, é de defesa da criação de um Conselho Federal de Jornalistas. Temos um projeto pronto, discutido em diversos congressos de nossa categoria e que já foi apresentado ao Congresso Nacional (infelizmente barrado naquela ocasião). A criação de um Conselho passa a ser fundamental para que a gente possa assegurar um mínimo de organização para os jornalistas.

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo IV

Nota de falecimento
Por Guilherme Cardoso em 23/6/2009

Faleceu, na noite desta quarta-feira (17/6), o jornalista profissional brasileiro.
O seu corpo, juntamente com o diploma da profissão, será velado a partir de hoje nos sindicatos da categoria e em todas as redações de rádios, jornais, revistas e emissoras de televisão do Brasil.
Jornalista sério, ético e competente, deixa órfãos milhões de brasileiros que viam nele o Quarto Poder, o defensor incansável de seus direitos civis. Brasileiro, nascido em Londres em 01 de junho de 1808, seu primeiro emprego foi no Correio Braziliense. Casou com dona Colônia, já falecida; juntou-se ao DIP-Departamento de Imprensa e Propaganda no Estado Novo, em 1930; manteve por 20 anos uma relação tempestuosa e proibida com a falecida ditadura militar de 64; na Constituinte de 1988, acreditou na democracia, uniu-se a ela, sendo mantido até agora sob os interesses dos Donos da Mídia. Insatisfeito com este matrimônio, mantinha uma relação extraconjugal com a Esperança, que continua viva, embora bastante debilitada.
Missa de último dia
Nos últimos anos, ele, jornalista, vinha enfrentando sérios problemas de saúde e credibilidade causados pelas críticas à produção de diversas reportagens denuncistas, muitas verdadeiras, mas a maioria delas publicadas pelos seus patrões sem as devidas investigações que pudessem comprovar os fatos.
Com o fim do diploma para o exercício da profissão, o jornalista sério, ético e competente, morreu ontem, 17 de junho de 2009, às 20h14, de falência múltipla de órgãos, na mesa de cirurgia do Supremo Tribunal Federal.
Consternados, os amigos e colegas de profissão, diplomados e as faculdades de Comunicação convidam para a missa de último dia dos cursos de Jornalismo.

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo III

Muito barulho por nada
Por Carlos Brickmann em 18/6/2009

O Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969. Que é que diz este decreto? Citemos seu início:
Decreto-Lei n º 972, de 17 de outubro de 1969
Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista.
OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,
DECRETAM:
Art 1º O exercício da profissão de jornalista é livre, em todo o território nacional, aos que satisfizerem as condições estabelecidas neste Decreto-Lei.
Enfim, há muita gente chateada por ter perdido a liberdade gentilmente concedida pelos senhores ministros integrantes da Junta Militar que governava o país (e que, na ocasião, rejeitavam o nome de Junta Militar: queriam ser conhecidos como "ministros militares no exercício provisório dos poderes da Presidência da República". O deputado Ulysses Guimarães simplificou a denominação: imortalizou-os como "Os Três Patetas").

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo II

A liberdade de expressão e o diploma
Por Maurício Tuffani em 16/9/2008
(Reproduzido do blog Laudas Críticas)

Entre as diversas contestações aos meus artigos sobre a obrigatoriedade da formação superior em jornalismo para o exercício dessa profissão, raras foram as que trouxeram novos elementos para o debate em torno desse assunto. Entre essas exceções, destaco o artigo "Liberdade de expressão e regulamentação profissional", do jornalista José Carlos Torves, publicado em 26/08/2008 no Observatório da Imprensa.
Torves foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e atualmente é diretor do Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Nesse seu artigo, ele apresenta uma rica descrição dos bastidores das discussões entre sindicalistas e representantes do governo anteriores à promulgação do Decreto-lei nº 972, de 17/10/1969, por meio do qual foi regulamentada a profissão de jornalista no Brasil com a exigência da formação superior específica.
Vale a pena ler o artigo. Torves narra os vaivéns das reivindicações da Fenaj junto ao governo e desmistifica de forma convincente a idéia de que teria sido um presente da Junta Militar para os sindicalistas o decreto-lei baixado naquele período em que o vice-presidente da República foi impedido de assumir a Presidência, o Congresso Nacional estava fechado e o país era governado com base no Ato Institucional nº 5, de 13/12/1968.
Nesse mesmo artigo, o jornalista gaúcho faz importantes considerações sobre o histórico de cerca de 80 anos de mobilização em prol da regulamentação profissional e da obrigatoriedade do diploma. Além disso, ele contesta, e com razão, o argumento contrário a essa exigência com base no fato de que muitos cursos de jornalismo são de baixo nível: "O que nos compete, enquanto cidadãos, é a cobrança e a fiscalização do Estado para que tenhamos cursos de qualidade".

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Fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo I

Quem tem legitimidade para defender a liberdade de imprensa?
Por Alberto Dines em 23/6/2009

Antes de discutir a questão do diploma é imperioso discutir a legitimidade dos autores da Ação Civil Pública acolhida pelo Supremo Tribunal Federal que resultou na extinção da sua obrigatoriedade para o exercício do jornalismo.
No recurso interposto pelo Ministério Público Federal, o SERTESP (Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado de S. Paulo) aparece como assistente simples. A participação do MPF nesta questão é inédita e altamente controversa, tanto assim que o ministro Gilmar Mendes abandonou, numa parte substanciosa do seu relatório, o mérito da questão para justificar a inopinada aparição do órgão público numa questão difusa e doutrinal, suscitada aleatoriamente, sem qualquer fato novo ou materialização de ameaça.
Imaginemos que os juristas e o próprio MPF acabem por convencer a sociedade brasileira da legitimidade de sua intervenção. Pergunta-se então: tem o SERTESP credibilidade para defender uma cláusula pétrea da Carta Magna que sequer estava ameaçada? Quem conferiu a este sindicato de empresários o diploma de defensor do interesse público? Quem representa institucionalmente – a cidadania ou as empresas comerciais, concessionárias de radiodifusão, sediadas em S. Paulo?
Na condição de concessionárias, as afiliadas da SERTESP são dignas de fé, têm desempenho ilibado? Nunca infringiram os regulamentos do poder concedente (o Estado brasileiro) que se comprometeram a obedecer estritamente? Respeitam a classificação da programação por faixa etária? As redes de rádio e TV com sede no estado de São Paulo porventura opõem-se ou fazem parta da despudorada e inconstitucional folia de concessões a parlamentares?
Se este sindicato regional de empresas claudica em matéria cívica e não tem condições de apresentar uma folha corrida capaz de qualificá-lo como defensor da liberdade de expressão, por que não foram convocadas as entidades nacionais? Onde está a ABERT e a sua dissidência, a ABRA? Brigaram?
E por que razão a ANJ (Associação Nacional de Jornais) de repente começou a aparecer como co-patrocinadora do recurso contra o diploma depois da vitória na votação? A carona tardia teria algo a ver com as notórias rivalidades dentro do bunker patronal? Essas rivalidades empresariais não colocam sob suspeita o mandato de guardiã da liberdade que o SERTESP avocou para si?
Grupo minoritário se sobrepõe à cidadania
De qualquer forma evidenciou-se que numa sociedade democrática, diversificada e pluralista a defesa da Constituição não pode ser transferida para um grupo minoritário (o SERTESP) dentro de um segmento (o dos empresários de comunicação) dilacerado por interesses conflitantes e nem sempre os mais idealistas.
O Ministério Público Federal, como órgão do Estado brasileiro, para levar a bom termo a Ação Civil Pública, deveria ter organizado audiências públicas para ouvir as demais partes. Contentou-se em acionar a ré (a União) e suas assistentes simples (a Fenaj e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, ambas com atuações abaixo do sofrível). Contentou-se com os interesses das corporações e deixou de lado a oportunidade de renovar e aprimorar o ensino do jornalismo.
Não se sabe o que efetivamente pensam os leitores, ouvintes e telespectadores sobre a questão do diploma e, principalmente, sobre as excentricidades do julgamento. Os jornais têm registrado algumas cartas simbólicas sobre o diploma em si para fingir neutralidade e passam ao largo dos demais aspectos.

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junho 18, 2009

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