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janeiro 31, 2005

Internet grátis na terra de Marlboro

Chico Migraña manda avisar que a terrinha tá no coluna do renomado jornalista Elio Gaspari. O assunto é o acesso turbinado à internet em Sud Menucci, donde cá este blogueiro está a postar. Publicou-se n´O Globo (RJ), O Povo (CE) e no Estado de S.Paulo.
Detalhe pra ilustração totalmente bizonha e estereotipada publicada n'O Povo. Mas tudo bem, tá valendo, somos caipiras mesmo. Boiei de verdade na parte que o cara diz que o patrono da cidade chama-se Sud porque o "pai dele gostava de dar nomes geográficos aos filhos"(?!?)
caipirão chupando cana

Segue-se o artigo completo.

ELIO GASPARI
Uma história brasileira de sucesso

[29 Janeiro 15h45min 2005]

Fica no Brasil uma das poucas cidades do mundo onde os habitantes têm acesso gratuito, veloz e ilimitado à internet. Chama-se Sud Menucci (sudeste de SP), com 7.500 moradores e duas mil casas, 107 das quais conectadas à rede. A operação custa R$ 3.200 mensais à prefeitura e é possível que antes de junho ela incorpore a tecnologia WiFi, que dispensa os cabos. Se isso acontecer, como acredita o prefeito Celso Junqueira, a cidade americana de Filadelfia perde a corrida para Sud Menucci. (Que nome é esse? A explicação está no final da nota)

A história da proeza mostra, como diria Lula, que a vontade de fazer associada à vontade de trabalhar, consegue o impensável.

Em 2002, Sud Menucci estava no lixo da internet. Seus habitantes precisavam buscar a conexão discada num número interurbano. O chefe do serviço de informática da prefeitura (Sérgio Soares, 35 anos) recebeu do prefeito (Nelson Gonçalves de Assis) a tarefa de buscar uma solução. Essa mesma conversa deve ter acontecido em centenas de municípios do Brasil e quase sempre acabou em nada. Sérgio foi à luta. Hoje, graças à torre de transmissão da prefeitura, toda a cidade tem acesso à banda larga. Os moradores precisam apenas de uma antena, cujo preço varia entre R$ 300 e R$ 500. Daí em diante, nada.

Sud Menucci não é nenhuma Filadelfia. Depende da cana e seu orçamento anual é de R$ 11 milhões, dinheiro que não paga a reforma que a plutocracia nacional faz no palácio da Alvorada (R$ 16 milhões). Tem duas escolas com 40 computadores e uma biblioteca com três.

Sud Menucci foi um jornalista e professor, autor de A crise brasileira da educação. Morreu em 1948, aos 56 anos, tendo vivido para defender a qualidade do ensino público. E porque se chamava Sud? O pai dele gostava de dar nomes geográficos aos filhos.

Posted by Darcio at janeiro 31, 2005 08:48 PM

Comments

Você viajou quando o cara disse que o nome da cidade é Sud. E eu não entendi porque ele falou que Sud fica no sudeste de SP.Nosso renomado jornalista é ruim de geografia pra carai, hein?!

Posted by: Migraña at fevereiro 1, 2005 07:29 AM

Então, Migraña, o cara é mesmo bom, acredite. Só que esses colunistas trabalham com equipe de "focas", se liga? Então acaba saindo borracha...Tanto que o herói da história tá meio trocado, concorda? ;)
O Japa me disse que parece que vai sair no caderno de economia e de informática.

Posted by: Darcio at fevereiro 1, 2005 08:48 AM

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