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julho 16, 2006
Discoteca sandinista básica
The Piper at the Gates of Dawn
Punk Floyd - Agosto de 1967
Com o nome tirado de dois grandes nomes das origens do blues (Pink Anderson e Floyd Council), o Pink Floyd surgiu em meados dos anos sessenta como uma das muitas bandas inglesas que tocavam blues, mas com uma diferença: eles tinham um guitarrista completamente alucinado chamado Syd Barrett.
Essa semana, Syd Barrett voltou à cena. Depois de ter passado os últimos 30 anos vivendo recluso, o problemático líder do Pink Floyd lisérgico morreu aos 60 anos.
Cantor, compositor e guitarrista, Barrett compôs a maioria das canções do messiânico “The Piper at the Gates of Dawn” - primeiro álbum da banda - que rompeu com todos os padrões anteriores da música britânica.
Ao lado de Sgt. Peppers dos Beatles, o álbum de estréia do Pink Floyd costuma ser lembrado como um marco definitivo do psicodelismo, já apontando para o rock progressivo que se desenvolveria na década seguinte. Está numa categoria à parte dos discos do Floyd, há até quem diga que se trata do “verdadeiro Pink Floyd”.
Mas o que torna "Piper" um trabalho vital não são os rótulos, e sim a chance de ouvir Syd Barrett na plenitude de suas faculdades mentais e criativas. Para os que buscam a melhor mostra de seu talento inovador como compositor/guitarrista e cantor é esta, e não seus discos solos. Lembrando que ele tinha apenas 21 anos quando este disco saiu. Pouco depois, Barrett viria a sair do Pink Floyd devido a problemas mentais, combinados com o uso de drogas. O Pink Floyd prosseguiu tornando depois uma super-banda, vendeu 200 milhões de discos e derrubaram muros...Os membros do grupo são os primeiros a reconhecer de quem é o crédito inicial.

O ótimo “The Piper at the Gates of Dawn”: a chance de ouvir Syd Barrett na plenitude de suas faculdades criativas e mentais
Posted by Sandino at julho 16, 2006 04:19 PM