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maio 03, 2004
novosom
Nadadenovo, disco de estréia do Mombojó, banda de Recife, vem encartado na outracoisa (a "revista do lobão") por módicos R$11,90.
Não é disco chiclete que gruda na primeira audição, mas depois de um fim de semana inteiro com o disquinho no player,concluí que sim, o Mombojó é bom.
Na definição deles mesmos, a banda faz uma nova leitura para a fórmula baixo-bateria-guitarra, acrescentando samplers, loops e muita psicodelia.
No resenhol de A.Matias, o Mombojó repete o ritual mágico de seus antecessores, que assimilaram escolas culturais, densidade dramática e as conseqüências da urbanização - e eletrificação - do sertanejo em fluxos viscosos de palavras, ritmo e estranha musicalidade, tão latina quanto árabe e africana, mas intensa e irreversivelmente brasileira. Seria reducionismo chamar de jazz, pós-mangue beat, MPB ou pós-rock: são rótulos genéricos, que determinam mais linhagens e árvores genealógicas do que sonoridades propriamente ditas.
Rola mais ou menos um hype tal qual o que rolou há uns dois anos atrás com o Cordel do Fogo Encantado. Resta saber se os caras do Mombojó seguram o rojão.
Posted by Darcio at maio 3, 2004 08:38 PM