outubro 18, 2008
Mares Da Espanha
(Ângela Rô Rô)
Nem que eu caminhasse às três da manhã
Nem que eu me enganasse prá ver o que é bom
Nem que eu caminhasse até o Leblon
Não iria encontrar
Você navegando os mares da Espanha
Tecendo prá outra seu corpo com manha
Você navegando o vazio da Espanha
E eu no Leblon
Loucura é loucura não me compreenda
Loucura é loucura pior é a emenda
Loucura é loucura não me repreenda
Eu amei demais
Você quando acorda tem gente do lado
Mas eu quando durmo é um sono abafado
De uísque e vergonha
Por nunca encontrar você...
Ainda insiste na experiência
Pensando que o amor é como a ciência
Amantes diversas não vão trazer nada a mais
Nem que eu caminhasse de volta prá casa
Deixando as mentiras e os sonhos prá trás
Tentando viver o real de um amor
Que se deu demais
Nem que eu caminhasse às seis da manhã
Nem que eu me cegasse prá ver o que é bom
Nem que eu rastejasse até o Leblon
Não iria encontrar....
Loucura é loucura não me compreenda
Loucura é loucura pior é a emenda
Loucura é loucura não me repreenda
Eu amei demais
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outubro 17, 2008
“Justiça!”
Por Sandino
“Justiça!”. Há quatro meses ensaio a abertura deste texto. Por uma série de circunstâncias, pouco escrevi sobre o término da banda Ira!. De certa forma, sou um privilegiado. Não caí na vala comum. Não apedrejei ninguém, não elaborei teorias, não teci opiniões prematuras, não estabeleci valores, não resvalei na hipocrisia...
A primeira frase: “Justiça!”. Abrir com aspas, exclamação, declaração forte, contundente, definitiva, comprovada... É o que ensinam alguns manuais de redação.
Estarrecidos e tristes, os fãs do Ira! assistiram nos últimos meses a um festival de acusações e agressões na mídia. Nem o extinto “Notícias Populares” seria tão rasteiro, invasor, violento, sensacionalista...Nasi foi acusado de tudo e mais um pouco. Instigaram até uma absurda interdição – violento instrumento judicial digno da ditadura e dos porões do Doi-Codi.
E os dias passam... E num estado democrático de direito, por mais que a mentira, manipulação e os golpistas insistem em atormentar a verdade sempre vem à tona. Eis que o processo de interdição de Nasi foi julgado improcedente!
Para aqueles que apostaram na "destruição" ao invés do diálogo, que rejeitaram “dar um tempo” como era a proposta inicial de Nasi, fica uma lição: quem deseja usar a “mão da justiça” para suas “manobras sorrateiras” podem dar com os burros n´ água. Falar é fácil, mas é preciso provar.
Sem colocar nem um obstáculo a Justiça, Nasi foi examinado por três psiquiatras forenses, que constataram sua sanidade mental. O caso também recebeu apreciação de dois juízes, comprovando que está tudo bem com Nasi – como aliás, sempre esteve.
Como um efeito bumerangue, agora o feitiço pode virar contra os feiticeiros. Estão definidos no código penal os crimes que atentam contra a honra. Para aqueles que corroboraram com a calúnia, mentira, difamação, injúria, fofocas ...é bom pensar com seus botões sobre a gravidade de sair taxado os outros. Se havia algo de insano nesta história, certamente não era com Nasi. E agora??? “Me diga promotor, quem é o vilão dessa história?”.
Enquanto o furacão perde força, Nasi segue sua rotina. No último dia sábado, dia 11, mais um grande show foi realizado, desta vez no Kazebre Rock Bar. É notória a evolução do projeto solo, cada vez mais sólido, criativo, coeso, identificado com o bom e velho rock n´roll. Acompanhado por uma competente banda de apoio (com destaque para a presença do amigo Gaspa - ex-baixista do Ira!) Nasi demonstra que permanece firme, lúcido (demais até!) e comprometido com o rock em sua essência: atitude, honestidade e coerência.
Para os fãs do Ira! que foram politizados pelas canções da banda, a palavra “Justiça!” ganha agora acordes em mi maior. Com aspas e exclamação!
Posted by Sandino at 06:31 PM | Comments (0)
outubro 15, 2008
programação do Goiânia Noise
SEXTA FEIRA 21/11
18:10 Gloom (GO) palco TramaVirtual 01:20 Marcelo Camelo + Hurtmold (RJ) palco Monstro
18:40 Demosonic (GO) palco TramaVirtual
19:00 Diego de Moraes e o Sindicato (GO) palco Monstro
19:30 Holger (São Paulo) palco TramaVirtual
20:00 Mickey Junkies (SP) palco Monstro
20:30 The Backbiters (GO) palco TramaVirtual
21:00 Calumet-Hecla (USA) palco Monstro
21:30 Continental Combo (SP) palco TramaVirtual
22:00 Canastra (RJ) palco Monstro
22:30 Motherfish (GO) palco TramaVirtual
23:00 Frank Jorge (RS) palco Monstro
23:30 Lucy And The Popsonics (DF) palco TramaVirtual
00:00 Vaselines (Escócia) palco Monstro
00:40 Black Lips (USA) palco TramaVirtual
SÁBADO 22/11
18:10 Cicuta (GO) palco TramaVirtual
18:40 Mersault e Maquina de Escrever (GO) palco TramaVirtual 01:20 Instituto (SP) palco Monstro
19:00 Mugo (GO) palco Monstro
19:30 Amp (PE) palco TramaVirtual
20:00 Guizado (SP) palco Monstro
20:30 Black Drawing Chalks (GO) palco TramaVirtual
21:00 Os Ambervisions (SC) palco Monstro
21:30 Gangrena Gasosa (RJ) palco TramaVirtual
22:00 The Dead Rocks (SP) palco Monstro
22:30 MQN (GO) palco TramaVirtual
23:00 Cabruêra (PB) palco Monstro
23:30 Black Melkon (Inglaterra) palco TramaVirtual
00:00 Black Mountain (Canada) palco Monstro
00:40 The Flaming Sideburns (Finlandia) palco TramaVirtual
DOMINGO 23/11
17:10 Figado Killer (GO) palco TramaVirtual
17:40 Goldfish Memories (GO) palco TramaVirtual
18:00 Heaven's Guardian (GO) palco Monstro
18:30 Hillbilly Rawhide (PR) palco TramaVirtual
19:00 Motek (Bélgica) palco Monstro
19:30 Bang Bang Babies (GO) palco TramaVirtual
20:00 The Ganjas (Chile) palco Monstro
20:30 Mechanics (GO) palco TramaVirtual
21:00 Loop B (SP) palco Monstro
21:30 The Tormentos (ARG) palco TramaVirtual
22:00 Claustrofobia (SP) palco Monstro
22:40 Periferia SA (SP) palco TramaVirtual
23:20 Inocentes (SP) palco Monstro
00:20 Helmet (USA) palco Monstro
Posted by Sandino at 04:54 PM | Comments (0)
E vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça...
"...Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã..."
(Renato Russo - Perfeição)
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setembro 19, 2008

Posted by Sandino at 02:16 PM | Comments (0)
julho 28, 2008
Neste Deserto
(Ciro Pessoa)
Sei que te amo
Mas isso é pouco
Pode ser tudo
Mas tudo é nada
Neste deserto
Neste deserto
Neste inverno
Meu corpo esfria
Melhor à noite
Mas noite é dia
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junho 21, 2008
Sandino Acústico no Youtube
Algumas faixas do “Sandino Acústico” disponibilizadas no Youtube
Conto com a visita!
Hasta!
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junho 13, 2008
Nas impressões digitais...



Posted by Sandino at 06:41 PM | Comments (2)
junho 10, 2008
E assim rolou...
Quando voltava das gravações do DVD do Ira! na MTV, em meio à um sentimento de euforia pelo que havia presenciado (sempre grato ao Nasi pelo convite!) e cansado pelas 7 horas no estúdio da emissora, pensei em voz alta: e essa história de acústico? Longe dos rótulos e patrulhamentos que sempre tendem a acompanharem os acústicos, havia enfim compreendido que o rock nasceu no violão e depois migrou para a guitarra.
Depois do show esquisito no Alternativo Eletro Rock, achei que era hora de retornar aos violões - reprimidos desde o fim dos Bandidos da Luz Vermelha! Desplugar faria bem. Nunca estudei violão, nunca fiz uma aula...o pouco que sei foi impulsionado pelo meu falecido avô Antônio - que tocava nos bailes da terceira idade em Monte Aprazível (SP). Aos 15 anos, ganhei um violão dele. Ele tentou ensinar, mas ao invés dos dedilhados queria tocar mesmo era Garotos Podres. Pode tocar Garotos Podres no violão? Sei lá...achava que podia...Comprei umas revistas de cifras...vi como era o Lá, Sol, Si for...Nunca tive grandes ambições com a música, nem tenho. Toco porque preciso, toco porque gosto, toco pra mim, para os amigos visíveis e invisíveis. A idéia de gravar um DVD foi crescendo com os ensaios em casa, com a elaboração de um repertório... queria fazer algo que mesclasse composições próprias e bandas importantes que ouvi – infelizmente não divulgadas pela mídia jabaculeira. Também quero deixar algo para os já não tão pequenos Cayo e Gabriel, para que eles nunca se interessem pelo axé e sertanejo “moderno”. Se meus filhos já nasceram, então tenho que educá-los. O rock forma melhor o cidadão! Graças à força fundamental do amigo Rodrigo Alves de Carvalho, que acreditou desde o início no projeto, correndo atrás de som, filmadoras (emprestadas de amigos - você tem uma filmadora – era a pergunta!), fomos amadurecendo a idéia. Foram dois dias de gravações, mais dois de edições...enfim...a idéia é ter um material independente (não é pra tocar no Faustão mesmo!), que mantivesse a identidade do Sandino. É rock, psico, punk, cool, junkie, swing...é Sandino.
Agradeço aos músicos convidados (William Arruda, Sandro Madruga, Henrique Seko, Rodrigo Tuiaia, DJ Kleber Rezende, Jô Costa e Pilão), Nívea Dias pelas fotos, ao Danzão e Marinho (Edição), Tô (abrigo em Piracicaba), Luciel do Expresso Alternativo, Ponto Toc, Imprensa de Jacutinga, Ronan, Alexandre Soares, Cassinho, Lourenço Netto (violão emergencial) e claro, a minha família (Evandra, Cayo, Gabriel e dona Yone) que entenderam e apoiaram o projeto.
No total foram editadas 11 faixas, mais duas músicas extras estarão no DVD. Com o recurso da imagem, as idéias ficaram mais claras. Algumas faixas gravadas ficaram de fora, como “Mangá Girl e “É!” (é aquele lance, não rolou de acordo ainda!) Não é pra ganhar dinheiro, não está a venda...apenas para divulgar as canções próprias e apresentar bandas importantes aos amigos que não tiveram a oportunidade de conhecerem ainda a sutileza poética do Fellini, a psicodelia do Violeta de Outono, o doce universo brega sarcástico de Wander Wildner...Espero que Sandino desperte para os respectivos trabalhos.
Em breve, algumas faixas vão estar no Internet. Os amigos receberão o DVD...pode piratear a vontade! Pode tocar pra frente. Hasta!
Posted by Sandino at 03:40 PM | Comments (12)
maio 28, 2008
Imagens das gravações do acústico do Sandino
No último domingo, dia 25, rolou a gravação do DVD "Sandino Acústico”. Cerca de 30 convidados estiveram na sede do jornal Imprensa de Jacutinga acompanhando as gravações.
O DVD (com previsão de lançamento para o início de Julho) conta com as participações especiais dos músicos William Arruda, Henrique Seco, Sandro Madruga, Jô Costa, Pilão, Rodrigo Tuiaia e DJ Kleber Rezende. No total, foram gravadas 14 músicas (12 farão parte do DVD – que também terá menu com making off das gravações, ensaios e dois videoclipes).
Agora é aguardar pela finalização da edição. Enquanto isso...confiram algumas fotos das gravações.








Posted by Sandino at 07:04 PM | Comments (2)
Edmundo não joga mais aqui
(Sandino)
Eu preciso de um bom procurador
Pra vender o meu passe para o exterior
Vou jogar na Liga dos Campeões
Vender cerveja amarga e televisor
Eu preciso de um assessor de imprensa
Pra saber o que falar na hora da encrenca
Domingo eu vou à mesa redonda
Agradecer o professor e expor meu patrocinador
Edmundo... não joga mais aqui!
Edmundo... não joga mais aqui!
Vou fazer pré-temporada no Japão
Vão fazer bola com a minha cara no Paquistão
Vou dividir o carro da Toyota
Rende mais a imagem de patriota
Vou receber pelo direito de imagem
Vai ser interativo o meu site
Vou casar com a modelo do verão
E contar a minha vida no Faustão
Posted by Sandino at 07:01 PM | Comments (0)
maio 19, 2008

Posted by Sandino at 01:32 PM | Comments (1)
maio 02, 2008
Ele continua a brilhar, apesar de tanta barbaridade
Agenor Miranda de Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, faria 50 anos hoje se estivesse vivo. Em apenas oito anos de carreira, deixou 126 músicas gravadas por ele e mais de 60 letras inéditas e se tornou um dos maiores nomes do rock nacional e da música brasileira.
Cazuza lutou publicamente contra a doença e esteve no palco enquanto pôde. Ganhou até uma capa horrorosa e desnecessária de Veja.
Ele morreu em casa, com 32 anos, cercado pela família, em 7 de julho de 1990. Desde a morte de Cazuza, sua mãe mantém uma fundação destinada a crianças portadoras do vírus HIV, a Sociedade Viva Cazuza.
Sob o lema "é melhor viver dez anos a mil do que mil anos a dez", Cazuza foi coerente com seu discurso até o fim. Há quem questione a conduta altamente promíscua (exagerou, quiçá fruto de uma adolescência mimada). Quanto a sua obra, o cara fez belas poesias em canções definitivas sobre temas políticos, amores, inquietudes... Transformou o tédio em melodia, pelo inferno e céu de todo dia.
Com o Barão Vermelho
•1982 - Barão Vermelho
•1983 - Barão Vermelho 2
•1984 - Tema do filme Bete Balanço (Compacto)
•1984 - Maior Abandonado
•1985 - Barão Vermelho ao vivo (”Rock In Rio 1″)
Carreira Solo
•1985 - Exagerado
•1987 - Só se For a Dois
•1988 - Ideologia
•1988 - O Tempo Não Pára - Cazuza Ao Vivo
•1989 - Burguesia
•1991 - Por Aí (póstumo)

A tal capa de Veja: dor em praça pública
Posted by Sandino at 05:39 PM | Comments (0)
abril 21, 2008
Aniversário de Brasília - 48 anos
"...Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
As luzes iluminam os carros só passam...
Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas
Árvores nos eixos e polícia montada
Ohhhhh!!! O concreto já rachou!
Rachou! Rachou! Rachou!..."
(Plebe Rude)

Brasília: asas e eixos do Brasil
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abril 20, 2008
Os Replicantes
O ano era 1982. Estreava nos cinemas o filme Blade Runner, O Caçador de Andróides, de Ridley Scott, com Harrison Ford no papel principal. Os andróides eram os Replicantes, seres exatamente iguais aos humanos na aparência física, mas extremamente mais fortes, velozes e inteligentes. No final de 1983, em uma garagem da cidade de Porto Alegre, se reuniam uns guris de classe média para formar uma banda punk: Os Replicantes. Curtindo o som de grupos como Ramones e Sex Pistols, Carlos Gerbase e os irmãos Cláudio e Heron Heinz precisavam de mais alguém na banda. Então, em fevereiro de 1984, Wander Wildner passou a ser mais um Replicante de bombachas.
"Nós achávamos que precisava de um cara igualmente ignorante em termos musicais para cantar na nossa banda ignorante". Essa afirmação do Gerbase sobre a chegada de Wander Wildner também serve para ilustrar a principal característica dos Replicantes: embora não fossem músicos técnicos (comparando com os ídolos deles), tinham como base de sustentação uma forte crítica social apoiada em letras inteligentes, bem sacadas e carregadas de um sarcasmo delicioso. A solidez cultural dos caras dá a coerência necessária para identificar Os Replicantes até hoje, mesmo fora do Rio Grande do Sul. E claro que os moleques melhoraram musicalmente com o tempo.
O primeiro show "sério" da banda foi em 1984, no bar Ocidente, até hoje ponto de encontro da cena underground porto-alegrense. Reunindo amigos da Oswaldo Aranha e o público habitual do Oci, Os Repli subiram ao palco com Wander Wildner nos vocais, Cláudio Heinz na guitarra, Heron Heinz no baixo e Carlos Gerbase na bateria. O público "ovacionou" os músicos punks, atirando muitos ovos no palco. Até o dono do Ocidente colaborou no omelete de Replicantes. Não que não tivessem gostado, mas achavam que uma banda punk merecia tal tratamento.
Em 1985, Os Replicantes lançam um compacto. No ano seguinte chega às lojas o LP O Futuro é Vortex. 1987 é o ano do LP Histórias de Sexo e Violência. Papel de Mau foi lançado em 1989. Andróides Sonham Com Guitarras Elétricas foi lançado em 1991. Nesse período, a banda emplacou sucessos como Nicotina, Astronauta, Festa Punk, Hippie-Punk-Rajneesh, sendo o principal deles Surfista Calhorda. Uma coletânea foi lançada pela BMG Ariola em 1999, com 20 hits. Em 2000, Os Replicantes voltam com um disco ao vivo (as mesmas do Ao Vivo de 1996), mas trazendo algumas faixas não incluídas no primeiro e a inédita A Lua Que Mata (que não foi gravada ao vivo), versão de The Killing Moon, do Echo and the Bunnymen.
A formação dos Replicantes só teve uma alteração até hoje. Com a saída de Wander, Gerbase assumiu como vocalista e Cléber Andrade passou a ser o baterista. Wander resolveu seguir a carreira musical a sério. E isso seria difícil com Os Replicantes. Cada um tem a sua profissão, não permitindo que se dediquem em tempo integral à música. Os Replicantes, embora assumam compromissos sérios com shows, ensaios, entrevistas e discos, querem, antes de tudo, se divertir. E isso é passado ao público. O que parece ser tri bom, louco de bom mesmo. Porque o que realmente queremos é uma boa festa punk, sempre garantida com Os Replicantes.

Os Replicantes: forte crítica social apoiada em letras inteligentes, bem sacadas e carregadas sarcasmo
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abril 07, 2008
Nasi em Poços de Caldas
O “bom-homem-mau” retorna em grande estilo!
Por Sandino
No último sábado, dia 06, Nasi (ex-vocalista do Ira!) esteve se apresentando na cidade de Poços de Caldas(MG). Mas como assim? - perguntarão alguns desavisados. Ele não foi interditado, internado... exilado??? Não, não foi e na verdade nem poderia ser. Num estado democrático de direito, por mais que a mentira, manipulação e os golpistas insistam em atormentar... A verdade sempre vem à tona!
E lá fomos nós, caravana vermelha para ver Nasi. Casa lotada, público fiel...Duas horas depois de um aperitivo de música eletrônica (DJ desinformado é uma merda, música eletrônica é uma merda!), o “bom- homem-mau” subiu ao palco. Foram quase duas horas de muito rock n´ roll. Acompanhado por uma competente banda de apoio (com destaque para a presença de Gaspa - ex-baixista do Ira!) Nasi fez um grande show, demonstrando que permanece firme, lúcido (demais até!) e comprometido com o rock em sua essência: atitude, honestidade e coerência. Nasi comprovou também que não precisa dos hits do Ira! para animar qualquer festa, seja ela aonde for. Após o show, nossa trupe esteve com Nasi. Educado, bem humorado, Nasi recebeu a todos e falou dos mais diversos assuntos. Uma constatação: o cara segue firme e forte, com o mesmo carisma que reservam a Nasi um capítulo especial na história do Rock Brasil. Deixando a cidade do vulcão e voltando para casa, deparo-me pensando com meus botões: onde é que o cara arranjou forças para superar tanto veneno e mentiras que foram plantadas? Se você ainda tinha dúvidas se Nasi sobreviveria a tanto sensacionalismo, violência (teve até neguinho propondo a retirada de sangue para exames - nem o antigo DOPS chegaria a tanto!) e maldades que foram atiradas ...uma certeza! Ele não só sobreviveu como parece ter buscado forças sobrenaturais para trilhar a partir de agora um novo caminho de sucesso. Nasi tem mesmo o corpo fechado. Os fãs do bom e velho rock n´roll agradecem!

Nasi em ação: retorno em grande show

Nasi e Gaspa: juntos desde os Voluntários da Pátria

Nasi: firme e forte

Gaspa:a mesma competência de sempre

Na "terra do vulcão", Nasi incendeia o público cantando Erasmo Carlos

Nasi: o bom e velho rock n´roll para espantar o sensacionalismo

Os camaradas: Carol (PCdoB-Poços de Caldas), Richard (Secretário de organização do PCdoB-MG), Nasi, Murilo (secretário formação PCdoB-MG) e o jornalista Marcello Lujan (presidente PCdoB-Jacutinga(MG)
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abril 04, 2008
Somos Milhões
(Mercenárias)
Somos milhões e vivemos à parte
Temos vivido as piores imagens
Temos de sons os piores ruídos
Somos milhões e vivemos à parte
Temos vivido a nossa realidade
Suas mentiras são nossa verdade
Somos milhões e vivemos a parte.
Nosso trabalho sustenta esse jogo
Somos milhões e vivemos a parte.
Posted by Sandino at 11:31 PM | Comments (0)
março 26, 2008
releituras sandinistas
Cool, doses junkies, barulhos...aqui e agora...Sandino disponibiliza no Youtube pequenos vídeos com releituras que vão do Stone Roses à Erasmo Carlos. Gravado sem pretensão alguma, num Pentium 3 de guerra. Somente voz e violão.
Click para assistir
Love Will Tear Us Apart (Joy Division)
I Am The Resurrection (The Stone Roses)
Pale blue eyes (The Velvet Underground)
Bring on the Dancing Horses (Echo And The Bunnymen)
Inocente Flor (Hojerizah)
Aqui & Agora (Violeta de Outono)
Mesmo que seja eu (Erasmo Carlos)

Sandino; releituras no violão sem pretensão alguma
Posted by Sandino at 08:08 PM | Comments (0)
março 17, 2008
Mangá Girl
(Sandino)
Gwyneth Patrol underline
Luxúria pura da Petshop
Mangá Girl borderline
Tingida em pintas abissais
Um trago do seu cigarro
Um gosto da sua boca
Um copo do seu corpo
Nirvana no violino
Entorno do seu corpet tinto...
Ahhhh ahhhh!!!
Lá lá lá...lá lá lá lá lá....
Posted by Sandino at 05:45 PM | Comments (6)
dezembro 01, 2007
Eu não sou o que dizem que sou...nem tu és o que dizem que és
Nasi solta o verbo no CWB Rock Report
Brigas, acusações e egotrips: a turbulenta separação do Ira! nas palavras de Nasi.
Acesse o CWB Rock Report e confira.
Sobre o fim da banda Ira!
“Ninguém lamenta mais do que eu. E a única coisa que eu estou fazendo é me defender. Eu só queria que o Ira! parasse por pelo menos um ano, porque eu e todos da banda merecíamos isso, após 26 anos de carreira, 13 discos gravados, incontáveis turnês que foram desgastantes fisicamente… e só isso. Na verdade, eu gostaria que essa pergunta fosse feita para o Júnior e para o resto. Como que alguém pode fazer um negócio desses com uma banda que representa tanto para tanta gente?”.
Posted by Sandino at 07:48 PM | Comments (3)
setembro 17, 2007
Ainda sobre o fim do Ira!
Que Fim Levou Paris!
(Ira!)
Saber é pior que não saber
Acreditar só no que ouvir
Enxergar um palmo a frente do nariz
E olhar apenas numa direção
Avacalhar quando não se sabe o que fazer
A primeira vez a gente nunca esquece
O passado é um animal que te persegue
Já não está aqui quem te falou
Burro! Muito burro! Muito burro!
O toma lá, e o toma lá dá cá
Veja só que fim levou Paris...
Se enxergasse um palmo à frente do nariz
Mas olhou apenas numa direção.
Posted by Sandino at 04:44 PM | Comments (0)
setembro 14, 2007
Música calma pra pessoas nervosas
Parece que os meninos da Rua Paulo andam de cabeça quente no Ira! Já virou até caso de polícia. Vivendo e não aprendendo!
Posted by Sandino at 08:02 PM | Comments (3)
julho 15, 2007
Aumenta que isso aí é rock n´ roll
Filho de um pai negro e outro branco, o rock n´roll já um cinqüentão. O termo surgiu de uma frase do poeta Dylan Thomas, que dizia "pedras que rolam não criam limo", mas existia também uma gíria entre os bluesmans que utilizava o termo “rock n´roll” no sentido de movimentação, ou erotismo sexual.
Com influência do blues, um garoto branco cantou sem medo a música negra americana, misturando-a com movimentos sensuais e difundindo o estilo. Seu nome era Elvis Presley, e depois dele a paixão pelo rock cresceu e se espalhou pelo mundo todo.
Em 13 de julho de 1985 foi realizado o "Live Aid", um festival de música que lutava para resolver os problemas da fome na Etiópia. Artistas como Rolling Stones, Ozzy Osbourne, David Bowie, U2 participaram de dois shows, um na Filadélfia (EUA) e outro em Londres (Inglaterra). Desde então, o dia 13 de Julho passou a ser o “Dia Internacional do Rock”. Enquanto houver atitude e o mundo necessitar de paz e justiça, o dia será lembrado.
Muita coisa nova foi criada durante todos estes anos. Muitos artistas revolucionaram o estilo, inovaram com diferentes instrumentos e maneiras de tocá-los, criaram novos movimentos e lutaram por diferentes causas através do rock... Salve, salve...Beatles, Rolling Stones, The Who, The Doors, Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Pink Floyd, The Clash, Sex Pistols, Frank Zappa, The Police, Joy Division, Stone Roses, Nirvana, Mutantes, Ira!, Replicantes, Sepultura, Nação Zumbi...A lista é infinita….Feliz aniversário ao rock n´ roll!!!

O jornalista Marcello Lujan (amigo interpessoal de Sandino desde os tempos da maternidade) ao lado de Roni Molinari (esquerda). Todos os anos, Roni faz uma homenagem ao” Dia do Rock” na “Funilaria Bon Jovi” com a exposição de guitarras.
Posted by Sandino at 03:14 PM | Comments (3)
maio 07, 2007
Sandino: show ao vivo no Youtube
A banda Sandino está disponibilizando no Youtube noves músicas captadas ao vivo. Entre as faixas, destaque para as composições próprias “Duas Américas” e “Ditadores, putas e Doutores”. Click e assista!
Ditadores, Putas e Doutores (Sandino)
O Adventista -versão update (Camisa de Vênus – versão Sandino)
Me Perco nesse Tempo (Mercenárias)
Outono (Violeta de Outono)
Police on my back (The Clash)
No Fun (Iggy Pop e the Stooges)

Sandino: show ao vivo no Youtube
Posted by Sandino at 04:47 PM | Comments (3)
janeiro 01, 2007
vendo Lula (na tevê) II
Brasília
(Plebe Rude)
Capital da esperança (Brasília tem luz)
Asas e eixos do Brasil (Brasília tem carros)
Longe do mar, da poluição (Brasília tem mortes)
mas um fim que ninguém previu (tem até baratas)
Carros pretos nos colégios (Brasília tem prédios)
em tráfego linear (Brasília tem máquinas)
Servidores Públicos ali (árvores nos eixos)
polindo chapas oficiais (a polícia montada)
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
As luzes iluminam
os carros só passam (Utopia na mente de alguns)
A morte traz vida (Utopia na mente de alguns)
e as baratas se arrastam
Rachou! O concreto já rachou!
Brasília, Brasília, Brasília
Os prédios se habitam
as maquinas param
as árvores enfeitam
e a polícia controla
Os comércios só vendem
os porteiros só olham
E essas pessoas
elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada
Nada! Nada!
Brasília, Brasília...
Posted by Sandino at 02:44 PM | Comments (0)
outubro 24, 2006

Posted by Sandino at 10:31 AM | Comments (1)
outubro 05, 2006
Sandino no Alternativo Eletro Rock
A banda Sandino estará participando do “Alternativo Eletro Rock”. O evento que ocorre no dia 13 de outubro (sexta-feira 13!!!) em Jacutinga (MG), mesclará rock e música eletrônica.
Na ocasião, sob a alcunha de Benzina (seu nome artístico na cena eletrônica), Edgard Scandurra estará animando a festa. Também participa do Alternativo Eletro Rock a banda Flor de Lótus.
A banda Sandino que lançou recentemente seu primeiro videoclipe (Ditadores, putas e Doutores), disponível no site Youtube, promete um show repleto de clássicos do punk-rock e composições próprias. “A banda pretende fazer um bem bolado, além de novas composições, vai rolar Clash, Joy Division... Putzzzz, a banda está muito feliz em tocar no mesmo palco que estará Edgard Scandurra. Todos da banda são fãs do Ira! e de Edgard”, falou Somozza – assessor de imprensa voluntário da banda Sandino.
Os ingressos para o Alternativo Eletro Rock são limitados e já estão à venda na Radical Modas, CJ Celulares e na NYX Club. Ingressos antecipados com desconto (até o dia 10/10) custam RS 20,00. Maiores informações pelo fone (35) 3443-1648.

Posted by Sandino at 06:55 PM | Comments (0)
setembro 03, 2006
Vídeo sandinista

Click aqui e assista a “Ditadores, putas e doutores”
Posted by Sandino at 11:15 AM | Comments (2)
agosto 19, 2006
SANDINO: DVD ao VIVO
A banda Sandino está disponibilizando faixas do DVD “Sandino ao Vivo”, gravado ao vivo durante o II Rock In Lago, realizado em maio de 2006 na cidade mineira de Jacutinga.
No Youtube está rolando alguns covers e também uma versão atualizada para um clássico da banda Camisa de Vênus.
Click e assista
O Adventista (versão update)
Gritos na Multidão
Me Perco Nesse Tempo
Sandina
Posted by Sandino at 01:57 PM | Comments (0)
julho 16, 2006
Discoteca sandinista básica
The Piper at the Gates of Dawn
Punk Floyd - Agosto de 1967
Com o nome tirado de dois grandes nomes das origens do blues (Pink Anderson e Floyd Council), o Pink Floyd surgiu em meados dos anos sessenta como uma das muitas bandas inglesas que tocavam blues, mas com uma diferença: eles tinham um guitarrista completamente alucinado chamado Syd Barrett.
Essa semana, Syd Barrett voltou à cena. Depois de ter passado os últimos 30 anos vivendo recluso, o problemático líder do Pink Floyd lisérgico morreu aos 60 anos.
Cantor, compositor e guitarrista, Barrett compôs a maioria das canções do messiânico “The Piper at the Gates of Dawn” - primeiro álbum da banda - que rompeu com todos os padrões anteriores da música britânica.
Ao lado de Sgt. Peppers dos Beatles, o álbum de estréia do Pink Floyd costuma ser lembrado como um marco definitivo do psicodelismo, já apontando para o rock progressivo que se desenvolveria na década seguinte. Está numa categoria à parte dos discos do Floyd, há até quem diga que se trata do “verdadeiro Pink Floyd”.
Mas o que torna "Piper" um trabalho vital não são os rótulos, e sim a chance de ouvir Syd Barrett na plenitude de suas faculdades mentais e criativas. Para os que buscam a melhor mostra de seu talento inovador como compositor/guitarrista e cantor é esta, e não seus discos solos. Lembrando que ele tinha apenas 21 anos quando este disco saiu. Pouco depois, Barrett viria a sair do Pink Floyd devido a problemas mentais, combinados com o uso de drogas. O Pink Floyd prosseguiu tornando depois uma super-banda, vendeu 200 milhões de discos e derrubaram muros...Os membros do grupo são os primeiros a reconhecer de quem é o crédito inicial.

O ótimo “The Piper at the Gates of Dawn”: a chance de ouvir Syd Barrett na plenitude de suas faculdades criativas e mentais
Posted by Sandino at 04:19 PM | Comments (0)
julho 07, 2006
acordes sandinistas
A banda Sandino pretende lançar nos próximos dias um pacote sandinista, composto por DVD, CD, camiseta e um fanzine. Novos shows já estão sendo agendados e um vinil está na mira da banda. O update de "O Adventista" já está rolando nas rádios.
A banda é formada por Sandino (Voz), Fernando Urbano (Guitarra), William Arruda (baixo) e Alfredo Linguinha (Bateria). O repertório é composto por clássicos do punk-rock e composições próprias. Entre as músicas, destaque para "Ditadores" (Sandino), "Duas Américas" (Sandino), "Sandina" (Replicantes), No Fun (The Stooges), Police In My Back (The Clash) e a versão atualizada de "O Adventista" (Camisa de Vênus).

A banda Sandino: DVD traz show ao vivo
Posted by Sandino at 11:40 PM | Comments (0)
maio 26, 2006
Sandino ao vivo no II Rock In Lago
Um interessante festival rolou na pacata e pequena Jacutinga(MG). Mais de 20 bandas estiveram participando do II Rock In Lago, realizado entre os dias 19 e 21 de maio.
Quem passou pelo palco do II Rock In Lago foi a banda Sandino. Formada por Sandino (Voz), Fernando Urbano (Guitarra), William Arruda (baixo) e Alfredo Linguinha (Bateria), a banda mostrou um repertório composto por clássicos do punk-rock e composições próprias. Entre as músicas, destaque para "Ditadores" (Sandino), "Duas Américas" (Sandino), "Sandina" (Replicantes), No Fun (The Stooges), Police In My Back (The Clash) e a versão atualizada de "O Adventista" (Camisa de Vênus).
A banda pretende lançar nos próximos dias um pacote sandinista, composto por DVD, CD, camiseta e um fanzine. Novos shows já estão sendo agendados e um vinil está na mira da banda. O update de "O Adventista" já está rolando na Rádio Muda - Campinas (SP). Em breve todo show estará disponível em MP3. É só baixar!!!!
O Adventista
Camisa de Vênus (Versão Sandino)
Eu acredito que o Lula não sabia
Eu acredito que não rolou propina
Eu acredito, eu acredito...
Eu acredito na Caixa e nos Correios
Eu acredito em todos os sorteios
Eu acredito, eu acredito...
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais!!!
Eu acredito em Ronaldo e Cicarelli
Eu acredito em Rubinho Barrichello
Eu acredito, eu acredito...
Eu acredito que o orkut vai ser pago
Eu acredito na promoção da Claro
Eu acredito, eu acredito...
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais!!!
Eu acredito no Pedro Bial
Eu acredito no heavy metal
Eu acredito, eu acredito...
Eu acredito na água mineral
Eu acredito na Universal
Eu acredito, eu acredito...
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais!!!
Eu acredito na guerra contra o terrorismo
Eu acredito que o Bin Laden está vivo
Eu acredito, eu acredito...
Eu acredito no "saí mas não trepei"
Eu acredito no "fumei e não traguei"
Eu acredito, eu acredito...
IMAGENS DO SHOW EM JACUTINGA

Pausa para definir o repertório e observar o movimento de Jacutinga (MG)

O guitarrista Fernando Urbano: barulho dos bons

Sandino em ação: noite de rock´n´roll

William Arruda: na tocada do baixo

Alfredo Linguinha e sua pequena: punk-rock familiar

Banda no palco: unidade na meia idade
Posted by Sandino at 06:17 PM | Comments (2)
abril 25, 2006

Posted by Sandino at 03:59 PM | Comments (1)
abril 18, 2006
Malhas e rock´n´ roll
Um “cena” rock´n´roll está rolando na pacata e calma cidade de Jacutinga, localizada no sul de Minas Gerais. Para celebrar o movimento, dezenas de bandas locais e convidadas estarão participando do II Rock In Lago, que será realizado entre os dias 19 e 21 de maio. Por três dias, a capital das malhas (como a cidade é conhecida) será também a capital do rock alternativo.
Entre as bandas convidadas, destaque para Moptop (vencedor do “Claro que é Rock” e abertura do Oasis no Brasil), Os Oportunistas (vocalista Kátia – ex-Bidê ou Balde e Fernando Urbano – ex- No Class), Del-o-Max (Virada Cultural SP) e Aquelezuns (Eletro-Rock).
Sandino, agora com o recrutamento do baterista Lingüinha estará no festival (confira a programação abaixo). No repertório, destaque para as composições próprias “Ditadores”, Duas Américas”, “O Encontro Secreto de Sandino e Somoza em Wall Street” e “Edmundo Não Joga Mais Aqui!”, além de clássicos dos Stogues, The Clash, Replicantes e Mercenárias”.

Sexta-feira (19 de maio)
20h - Mega-Phone
21h - Bourré
22h - Jackatrutty
23h - Véritas
Sábado (20 de maio)
16h - Aquelezuns
17h - Última Hora
18h - Água Viva
19h - Darkspell
20h - Flor de Lótus
21h - Saint and Finners
22h - Os Oportunistas
23h - Moptop
Domingo (21 de maio)
16h – Scar
17h - Troya
17h45min - Hope
18h30min - Born Again
19h15min - Sandino
20h - Del-o-Max
21h - Mandril
22h - B.A.D
23h - D.O.R
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Campari Rock - Resumo da ópera
Barulho pra ficar pensando melhor
(por Marcello Lujan)
No sábado, dia 08, rolou o Campari Rock. O evento foi realizado no Hotel Fazenda Hípica, nas proximidades de Atibaia. Bem organizado, o Campari Rock é um dos maiores festivais alternativos do Brasil, bebendo na fonte dos festivais undergrounds americanos realizados em fazendas. Mesclando "promissoras promessas" e dinossauros do rock´n´roll, o evento reuniu muitas tribos - destaque para a predominância Mod (Modern Rock).
Quando cheguei estava rolando o som da banda paulistana Ludovic – (como é bacana uma banda com vocal feminino!!!). Antes, já tinha rolado o som dos cearenses do Montage, dos mineiros da Digitaria e os gaúchos do Walverdes.
Quem subiu ao palco por volta das 18h30min foi a banda Cachorro Grande. O show já repleto de hits agradou ao público. Uma certeza: Cachorro Grande não é mais uma promessa, é certeza!
Na seqüência quem deu as cartas foi a banda Mission Of Burma - pós-punk americano. Embora a banda seja pouco conhecida no Brasil, o show agradou.
Depois foi a vez de enfrentar “uma hora de fila” para comer uma pizza e pegar uma cerveja antes da Nação Zumbi pra ficar pensando melhor... Ao ver a NZ no palco, fica fácil entender porque a banda faz tanto sucesso na Europa. Precursores do Mangue Beat, a NZ mescla também outros estilos, fazendo um “barulho dos bons”. Genial!!!!! O novo trabalho da banda, “Futura” – é uma verdadeira obra prima. Se liguem nesse som! O ponto negativo do show da NZ foram as declarações do guitarrista Lúcio Maia - criticando veementemente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No atual momento, é melhor a "esquerda" brasileira ficar de boca fechada. Toca essa guitarras ai rapaz! Nisso você é muito bom!!!
Depois, o Ira! subiu ao palco. A banda que já tem 25 anos de estrada (acompanho há pelo menos 20 anos) vive um dilema. Após o sucesso do Acústico MTV, paira uma dúvida... “o que cantarei depois...”. Seria a síndrome do pós-acústico, que tantas carreiras afundou? Uma constatação...a banda terá que se reinventar,. Não dá para viver mais de “Dias de Luta”, “Envelheço na Guitarra – digo na Cidade”.... Eis o dilema do Ira!
Na seqüência, o Supergrass chegou!!! Grande atração do festival, a banda merece um capítulo à parte na história do rock alternativo. Como pode um trio (rolou apenas participação de um tecladista), fazer um som tão elaborado, cheio de variáveis? Grandes músicos, grandes canções...do folk ao punk, o Supergrass tem a receita para se fazer uma grande banda, uma grande festa!
Fechando a noite, o duo eletrônico Fixmer/McCarthy tentou animar a galera já baleada pela maratona. Só tentou...Valeu a festa...no ano que vem tem mais...e é pra lá que eu vou!
Destaques
O maior barulho: Nação Zumbi
Harmonia em prosa e verso: Supergrass
Meia boca: Ira! – é hora de se reinventar
Vale quanto pesa – Cachorro Grande – deboche, riffs decentes...
A espera de um milagre: Os deuses do rock conspiraram a favor do evento, choveu “metricamente” somente nos intervalos. Ao primeiro acorde, a chuva parava.
Podia dormir sem essa: “Fernando Henrique disse no Jô que é rico. Como pode um funcionário público ficar rico”. De Lúcio Maia - NZ. (Sei lá...acho que seria hipocrisia se FHC dissesse que é pobre!)
A revelação: Pizza honesta e cerveja gelada – fato raro em um festival.

Nação Zumbi - barulho dos bons!
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março 08, 2006
Todas as Mulheres do Mundo
(Rita Lee)
Elas querem é poder!
Mães assassinas, filhas de Maria
Polícias femininas, nazijudias
Gatas gatunas, kengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema, minas de Minas
Loiras, morenas, messalinas
Santas sinistras, ministras malvadas
Imeldas, Evitas, Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Paquitas de paquete, Xuxas em crise
Macacas de auditório,velhas atrizes
Patroas babacas, empregadas mandonas
Madonnas na cama, Dianas corneadas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Socialites plebéias, rainhas decadentes
Manecas alcéias, enfermeiras doentes
Madrastas malditas, superhomem sapatas
Irmãs La Dulce beaidetificadas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
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fevereiro 28, 2006
Echo & The Bunnymen no Brasil
Começou a venda de ingressos (de R$ 70 a R$ 160) para o show do Echo & The Bunnymen, no Credicard Hall, no próximo dia 19 de março, às 20h. Um dia antes, o grupo se apresenta em Belo Horizonte (MG), no Chevrolet Hall. No dia 21, a banda toca em Buenos Aires.
A turnê latino-americana promove "Siberia", o primeiro álbum da banda em quatro anos, lançado em setembro do ano passado. O CD chega às lojas brasileiras com distribuição da gravadora Indie Records. A banda completa 26 anos de carreira.
Pela internet, é possível comprar o ingresso pelo site www.ticketmaster.com.br.

A banda Echo & The Bunnymen surgiu em Liverpool em 1978, com um som cheio de influências psicodélicas
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fevereiro 15, 2006
Bizarrices na web e censura disfarçada
A internet segue inspirando canções bizarras como “Vou te excluir do meu Orkut”, do igualmente bizarro cantor "sertanerd" Ewerton Assunção. Haja saco!
Já a banda Capital Inicial foi censurada no último álbum "Aborto Elétrico", dedicado ao repertório da primeira banda de Renato Russo. A canção “Benzina” foi gravada sem a letra por pressão do departamento jurídico da Sony-BMG, que assustou o grupo dizendo que os integrantes podiam ser presos e ter os discos apreendidos. A empresa alegou que a letra faz apologia de drogas: "Não tenho mais dinheiro nem pra terra nem pra quina/ Só tenho 20 mangos/ Vou comprar benzina/ Dentro do cinema eu vou cheirar benzina/ Não quero heroína, cocaína, benzedrina/ Vou cheirar benzina".
Detalhe: esta foi a primeira letra feita por Renato Russo e, por isso, tem importância histórica indiscutível e merecia estar neste tributo definitivo ao compositor.
Não vou ficar aqui dizendo que as bandas deviam ter resistido, não quero fazer bravata. Cada um segura a sua onda. Agora, se a moda pega, daqui a pouco estaremos que nem na América, onde grupos conservadores se impõem e muitos discos saem com letras trocadas ou palavras com "bip" para poderem ser vendidos em cadeias de lojas.
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Até tu, Brutus?
“Eu não agüento mais ver coisas na imprensa sobre o U2”
The Edge, U2
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dezembro 27, 2005

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dezembro 21, 2005
Um clássico do Natal
“...Papai Noel velho batuta
Que rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres...”
(Garotos Podres)
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dezembro 14, 2005
Bidê ou Balde vira caso de Justiça
A música “E por que não?”, da banda gaúcha de rock Bidê ou Balde, só pode ser tocada nas rádios de todo o Brasil e em shows, com ressalvas ou com o pagamento de multas. A decisão é da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça Rio Grande do Sul que acatou, na quarta-feira (7/12), recurso do Ministério Público.
A ação do MP pediu liminar para suspender a execução da música, mas o pedido foi indeferido em outubro deste ano pelo juiz José Antônio Dalto, da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre. O Ministério Público recorreu com agravo de instrumento, porém não obteve o efeito suspensivo pelo desembargador relator, Ricardo Raupp Ruschel. Agora foi julgado o mérito do agravo, sendo concedida, parcialmente, a antecipação de tutela. As informações são do site Espaço Vital.
Segundo o MP sustentou “a letra banaliza a pedofilia e incita a prática de crimes contra crianças”. A música foi gravada há cinco anos, mas passou a ser executada com freqüência nas rádios de todo o país, a partir de meados deste ano.
A 7ª Câmara Cível reconheceu que “a letra da música efetivamente tem conteúdo que estimula e banaliza a violência sexual contra crianças, ao incesto e à pedofilia”. E estabeleceu cinco comandos:
1)Os meios de comunicação e divulgação, toda vez que a referida composição for veiculada, deverão consignar, expressa e antecipadamente, que “a mesma tem conteúdo que estimula e banaliza a violência sexual contra crianças, ao incesto e à pedofilia, assim reconhecida judicialmente”. Essa mesma ressalva deverá constar, expressamente, na capa de eventuais novas produções que a contenham.
2)Relativamente à comercialização do CD produzido no ano de 2.000 (“Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor”), bem como do DVD da banda Bidê ou Balde, que contenha a música, foi fixada uma multa de 10% do valor de sua comercialização e faturamento, a ser recolhida ao Fundo Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente, em 30 dias, sob pena de multa de duas vezes o valor apurado em perícia contábil, se necessária.
3) Quanto ao CD Acústico MTV Bandas Gaúchas, a multa foi estipulada em 20% sobre o faturamento da comercialização. Nesse CD, a banda Bidê ou Balde aparece em cinco faixas, sendo a composição E por que não? uma delas.
4) Relativamente aos shows, onde for inserida a música questionada, deve ser recolhida a multa de 10% do total da arrecadação, disso dando-se ciência ao promotor do evento, sob pena de multa estabelecida no dobro do valor devido.
5) Para o cumprimento da decisão poderá o magistrado do Juizado da Infância e da Adolescência solicitar auxílio de servidores do órgão favorecido, sob a supervisão do Ministério Público.
O desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, em seu voto, deu provimento, inicialmente, ao recurso em maior alcance, acolhendo a proibição total de veiculação da música em emissoras e shows, além da proibição de sua inclusão em novas obras fonográficas.
O desembargador Sérgio Fernando Chaves negou provimento ao recurso do Ministério Público, sob o argumento de que retirar a música do mercado, em sede de antecipação de tutela, não trará qualquer resultado útil, nem impedirá que continue a ser tocada, pois vem sendo ouvida há cinco anos. Para Chaves “o resultado de agora talvez venha apenas a valorizar essa música e chamar a atenção de quem jamais pretendia ouvi-la”.
O julgamento fez referências a 12 outras músicas que continuam sendo tocadas pelas rádios e cantadas em shows e que, até agora, não foram objeto de ações judiciais semelhantes. Essas composições têm os seguintes títulos: Vai Serginho, Espanhola, Festa Da Paula, Caçador De Tchutchuquinha, Bonde dos 12 Mola, Do boldinho, Abre As Pernas, Mete a Língua, Ardendo Assopra, Punheta Arretada, Quer Bolete?, Queimando Tudo e Pra Gatinhas.
Leia a letra da música "E Por Que Não?"
(Autores: Carlinhos Carneiro e Rossato)
E por que não? / Eu estou amando a minha menina / E como eu adoro suas pernas fininhas / Eu estou cantando pra minha menina / Pra ver se eu convenço ela a entrar na minha.
E por que não? / Teu sangue é igual ao meu, é igual ao meu / Teu nome fui eu quem deu / Te conheço desde que nasceu.
E por que não? / Eu estou adorando / Ver a minha menina / Com algumas colegas / Dela da escolinha / Eu estou apaixonado / Pela minha menina / O jeito que ela fala, olha, / O jeito que ela caminha.
Posted by Sandino at 04:27 PM | Comments (2)
dezembro 13, 2005
Flutuando em nosso Rio...
Pouca coisa me remete tanto ao Rio de Janeiro, como a Gang 90 & Absurdettes. Banda de pop-rock new wave liderada pelo compositor e ensaísta Júlio Barroso, despontou em 1981 no festival MPB-Shell, da TV Globo. Misturando referências tropicalistas, modernista-antropofágicas e de discoteca, o grupo ficou conhecido primeiramente com a música "Perdidos na Selva", lançada em compacto pelo selo Hot, em 1981. Dois anos depois, com formação um pouco diferente, veio o LP "Essa Tal de Gang 90 & Absurdettes", com o "hit" "Nosso Louco Amor", tema de novela global. Logo depois o grupo se desfez, os integrantes seguiram suas próprias carreiras ou foram para outras bandas. Em 1985 ainda saiu o disco "Rosas & Tigres", com uma formação completamente diferente da original.
Escute essa canção
Posted by Sandino at 05:36 PM | Comments (3)
novembro 20, 2005

Posted by Sandino at 07:41 PM | Comments (1)
agosto 26, 2005
A genialidade de um mito
O Joy Division é uma das mais importantes bandas de rock da história. Fato incontestável. A prova disso é o culto na qual é alvo até hoje. Surgida em meio ao movimento pós-punk da prolífica Manchester, de onde não paravam de surgir bandas, todas influenciadas pela anarquia descabelada dos Sex Pistols. Ian Curtis, o genial vocalista, morto no auge, vai continuar para sempre sendo reverenciado pelo poder, lirismo e angústia de suas grandes canções.

De Manchester para a história do rock
A idéia inicial de montar uma banda partiu de dois amigos inseparáveis, Peter Hook e Bernard Dicken. Ian Curtis era apenas um conhecido, um doido que andava por shows punks.
Diz a lenda que o grupo foi batizado de Stiff Kittens ("gatinhos rijos") por Pete Shelley, o cabeça dos Buzzcocks. Esta versão é contestada pelo livro “An Ideal for Living”, onde está escrito que tudo começou na casa onde moravam o empresário dos Buzzcocks e Howard Devoto (co-fundador do grupo, que saiu pra montar o Magazine). Uma bela noite, uma garota chamada Lou entrou na sala e disse: "Lá em cima está cheio de gatinhos durinhos", anunciando que a gata deles havia abortado toda a cria. Mas eles não estavam satisfeitos com o nome, soava como uma banda punk qualquer, o que definitivamente não era o caso. Optaram por Warsaw (Varsóvia), a partir de "Warzawa", faixa de Low, de David Bowie, na qual Ian era fanático. Estrearam abrindo um show dos Buzzcocks, no final de maio de 1977, no Electric Circus - misto de galpão e night club que durou só até outubro daquele ano, mas foi o vértice da cena punk de Manchester. Comentário de um jornalista enviado para cobrir o evento, sobre o Warsaw: "Nem o mais demente metaleiro poderia se excitar com isso".
A banda ainda passaria o ano de 77 como Warsaw. Ao mesmo tempo que o punk tomava o poder e passava a ser a atração mais "quente" do show-biz, o quarteto abria muitos shows por clubes do norte da Inglaterra. O primeiro registro em vinil acabaria sendo "At a Later Date", incluída num EP ao vivo, gravado durante o fim de semana de despedida do Electric Circus, Short Circuit. É ouvir e constatar: o Warsaw era apenas mais uma banda punk, sem identidade além de um elo entre os Stooges e os Buzzcocks. Demorariam cerca de um ano para forjar uma alquimia sonora que deixaria uma marca incicatrizável no rostinho "adolescente" da música pop.
O novo batismo viria de um livro sobre sadomasoquismo nos campos de concentração alemães, “The House Of Dolls”. As chamadas "divisões da alegria" seriam os espaços reservados para as prostitutas e presas mantidas vivas para a diversão dos oficiais.
Uma pessoa responsável pelo som poderoso do Joy Division é, com certeza, Martin Hannet. Grande produtor, mixava de forma inovadora o LP: colocou a bateria à frente de todos os instrumentos, fora o baixo ultra-melódico de Peter Hook, por trás de tudo a voz de Curtis, abrindo planos como o Saara dentro de uma música essencialmente compacta. A guitarra de Bernard, pouco aparecia. Ao ouvirem pela primeira vez a mixagem final do álbum, reações distintas: Bernard e Peter odiaram (acharam sombrio e pouco barulhento); Ian gostou; Tony Wilson, o chefão, adorou; a imprensa, caiu de quatro.
Unknown Pleasures foi lançado em junho de 1979 e colocou jornalistas dos quatro cantos da Inglaterra atrás da banda para marcar entrevistas e sessões de fotos. Não aceitavam de jeito nenhum. O disco era realmente maravilhoso: "Shadowplay", "Disorder", a linda "She´s Lost Control", clássico atrás de clássico. O que marcava as pessoas era a depressão das letras, que pareciam vindas de um velho a beira da morte. Uma resenha, no semanário inglês Sounds, intitulada Death Disco fez um comentário peculiar: "Quem estiver com depressão quando ouvir este disco, vai se atirar de uma janela". A popularidade da banda aumenta ainda mais com o lançamento do single "Transmission". Ao vivo, Ian Curtis tornava-se um espetáculo à parte, dançando freneticamente e simulando espasmos convulsivos. Na verdade, o estranho balé era uma alusão à epilepsia, doença controlável, à qual Ian travava uma batalha incessável. Muitas vezes mal se podia saber se eram convulsões verdadeiras ou se faziam parte do show.
Com a morte de Ian, os remanescentes do Joy Division, recrutam a tecladista Gilliam Gilbert e montam o New Order, outra banda genial com seus toques eletrônicos, uma evolução da banda anterior. Mas isso é outra história.
Começam a pipocar as óbvias coletâneas póstumas. Uma coisa é certa: a genialidade de Ian Curtis estará sempre acima de oportunismos ou artistas que não honram o microfone que seguram. Um ser eterno, o grande mártir dos anos 80. Suas letras maravilhosas não vai sair da cabeça de seus fãs nunca. "And Love, love will tear us apart again...".
Posted by Sandino at 09:35 PM | Comments (0)
Ensaios...
E os ensaios prosseguem! Muito rock´n´roll, punk, pitadas mods vão sendo incorporadas ao projeto Sandino & os Genuínos.
A banda conta com Sandino (voz), Fernando Urbano (guitarra e voz), Jô (guitarra e voz), William (baixo) e Telmo (bateria).
Em breve estarão disponíveis faixas dos ensaios!

Sandino & os Genuínos
Posted by Sandino at 08:54 PM | Comments (0)
agosto 10, 2005
Pixies: a música do século XX
O pop atual deve muito à banda americana Pixies. Surgido no final dos anos 80, em Boston, este quarteto injetou uma bem-vinda dose de energia no rock desanimado de então. Recentemente foi lançado um pacote com cinco CDs que só haviam sido lançados em vinil ou permaneciam fora de catálogo. O melhor deles chama-se Doolittle. Segundo álbum da banda, é também aquele em que ela atinge o equilíbrio perfeito entre letras inteligentes, belas melodias e atitude punk - ou seja, músicas curtas e sem floreios. Tais elementos tiveram influência decisiva sobre artistas que engatinhavam no período. Até Kurt Cobain, líder do Nirvana, curvava-se perante eles.
Guitarras raivosas, rabugentas e distorcidas, letras desconcertantes, sociais, sexuais, masoquistas, religiosas, fragmentos vocais, enfim, o Pixies está entre as maiores influências musicais da música popular do século XX.

Posted by Sandino at 10:37 PM | Comments (1)
agosto 01, 2005
outros sons, outras batidas...
O jornalista Marcello Lujan – amigo interpessoal de Sandino desde os tempos da maternidade avisa que Associação Cultural de Jacutinga realizará em novembro a IV Semana Cultural.
O evento terá shows, teatro, mostra de vídeos, dança, exposição de artes... A Associação Cultural quer trazer o guitarrista Edgar Scandurra (Ira!) para “detonar uma rave cultural” com o show Benzina. No último final de semana, a banda Ira! esteve em Jacucity e as negociações já começaram! A programação do evento será definida nos próximos dias!

Posted by Sandino at 04:57 PM | Comments (6)
julho 29, 2005
Uma voz pela cidadania
Frente Urbana de Trabalhos Organizados. Nome grande para uma banda, não? Pois bem, este é o nome do novo grupo do ex-baterista do Rappa, Marcelo Yuka. Mas, para facilitar as coisas, a banda é chamada pela interessante sigla F.U.R.T.O.
Desde que Yuka se afastou da bateria, devido ao fato de ter sido baleado no Rio de Janeiro quando tentava impedir um assalto, e do Rappa, seu clamor por justiça se tornou mais evidente.
Juntamente com sua sede de justiça social, Marcelo também ampliou, e muito, seus conhecimentos sobre efeitos eletrônicos. Depois de bolar uma nova linhagem musical, Yuka se juntou com um grande time para gravar um novo disco, Sangue Audiência, lançado pela Sony-BMG.
Ao primeiro impacto, Sangue Audiência parece um emaranhado de efeitos eletrônicos, samplers e compilações dentro de um discurso caótico com uma metralhadora giratória disparando para todos os lados. Mas depois de uma análise cuidadosa, percebe-se que se trata de um estilo inovador dentro de um gênero consagrado.
Questionamentos, participações especiais e MST são o forte do trabalho. Músicas como Ego City, na qual a letra se pronuncia como o retrato real da burguesia carioca ("Carros à prova de bala / Com vidros à prova de gente") mostram que Marcelo Yuka continua com sua língua inteligentemente afiada.
As excelentes participações especiais de Marisa Monte em Desterro, Manu Chao em Todos Debaixo do Mesmo Sombrero e B Negão em Gente de Lá mostram como Yuka angariou prestigio e como sua capacidade de fazer boas escolhas também está bem aguçada.
Mas Marcelo dá o tiro de misericórdia na hipocrisia quando finaliza o CD com a espetacular Verbos à Flor da Pele, onde sampleia de forma ímpar um discurso de João Pedro Stédile, coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST).

F.U.R.T.O : tiro de misericórdia na hipocrisia
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junho 30, 2005
The music is not over
No último domingo, duas gerações do rock jacutinguense estiveram reunidas no Jacka Studio.
Na ocasião, a banda Jackatrutty e Sandino (Bandidos da Luz Vermelha!) fizeram uma jam session.
Ouça trechos do encontro.
Sandino agradece a rapaziada pela tarde de rock ‘n’ roll !!!
Carta aos missionários
Flerte Fatal
Eu sei
Que pais é esse?
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maio 09, 2005
Vocalista do Joy Division será homenageado na Inglaterra
O vocalista da banda inglesa Joy Division, Ian Curtis, será homenageado pela emissora inglesa de rádio BBC 6Music no próximo dia 18, quando se completam 25 anos de seu suicídio.
De acordo com o site Dotmusic, a emissora vai tocar as gravações do grupo feitas ao vivo no programa do DJ inglês John Peel e entrevistará pessoas que conviveram com Curtis, como o fotógrafo Anton Corbijin.
Também farão parte da programação especial regravações de músicas do Joy Division feitas por grupos atuais.
A estação de rádio promoverá ainda a exibição de vídeos raros da banda em uma praça da cidade de Manchester, onde surgiu o Joy Division.
Além de apresentações ao vivo filmadas em 1979 e 1980, será exibido um documentário de 1988 sobre o legado de Ian Curtis.
Formado em 1977, o Joy Division chegou ao fim após a morte de Curtis, em 18 de maio de 1980, aos 23 anos. Com dois álbuns lançados - "Unknown PLeasures" (1979) e "Closer" (1980) - o grupo é considerado um dos mais significativos do pós-punk britânico.
Após a dissolução do grupo, os três músicos remanescentes - Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris - formaram o New Order, que lançou recentemente o novo álbum "Waiting for the Sirens Call".
Escute - Love Will Tear Us Apart (ao vivo)
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Posted by Sandino at 06:46 PM | Comments (2)
maio 08, 2005
Dia 36
(Arnaldo Baptista)
Esquece não pensa mais
Lenço azul a apertar
Em branco o seu pensar
Toda uma vida embaça o seu olhar
E andando vê passando
Tudo aquilo que errou
Hoje é dia 26
Quem sabe vive outra vez
Ela se foi sem eu ver
Um beijo a flutuar
Cabelos rosas gente a se abraçar
Tudo alegre indo e vindo
Tudo em volta a brilhar
Esquece não pensa mais
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 26
Tudo começa outra vez
Um, dois, três, 26
Tudo isso já ficou
A paz é forte e ele vai viver
A menina em frente quente
O amor a fez girar
Hoje é dia 36
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 36
Tudo começa outra vez
Esquece e não pensa mais.

Escute – Dia 36 (para ouvir e continuar navegando nestas bandas, basta clicar com o botão direito do mouse)
Posted by Sandino at 08:59 PM | Comments (2)
Fellini, a banda
Se a história da banda paulistana Fellini fosse um filme, o roteiro teria inesperados lances dramáticos, metáforas e um final surrealista -como em uma película de Federico Fellini O grupo não existe mais desde 1990. Mesmo quando estava em atividade, nos anos 80, era estritamente ligado ao underground paulistano, ou seja, nunca teve apelo popular, tocou para platéias pequenas, passou longe da TV e teve apenas flertes com as rádios.
Se hoje o mix de MPB, samba, rock e eletrônica é carne de vaca, o Fellini era um corpo incompreensível naqueles anos 80 dos acessíveis RPM e Titãs.

Escute - Valsa De La Revolución (Fellini)
Posted by Sandino at 12:06 AM | Comments (3)
maio 05, 2005
Underground guaçuano
Moshpit - Underground guaçuano em destaque: Collapse NR
Por Toinzé
Convenhamos, ao contrário do que possa parecer, não é nada fácil fazer música pesada de verdade num país onde Pitty, CPM 22, Charlie Brown Jr. e afins (argh!) são considerados grupos de rock (que?) e/ou hardcore (valha-me Deus...). Pior ainda é a triste constatação de que o grande público, em inquestionável manifestação de mediocrização intelectual e completa ausência de espírito crítico, somente valoriza quem se submete a aparecer nos “Domingões” da vida.
Aqueles que, porém, nestes últimos três ou quatro anos andaram freqüentando os shows de metal daqui da região (Sul de Minas e interior paulista), têm se deparado com bandas que realmente representam a música pesada brasileira, sendo que um dos melhores e mais promissores grupos do gênero é o Collapse NR.

Collapse NR: 2000 mil demos vendidas
Formada no ano de 1996 e praticante de um metal (realmente) extremo que mescla influências de várias vertentes do underground, depois de muitas mudanças de formação, a banda, constituída com membros do Inhuman Crimes, Dementia Access e Godzilla, estabilizou-se em 2000 com Donegá (vocal), Djamy Arenghi (guitarra), Tomaz (bateria) e Marcelo A. Almeida (baixo), lançando em dezembro daquele ano um CD-demo 100% independente – que, aliás eu ouço até hoje! -, gravado “ao vivo” em 2 canais nos fundos da casa de um dos seus integrantes.
Em fevereiro de 2001, após se apresentar em vários shows por todo o Estado de São Paulo e outras capitais do país (Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, etc), o Collapse NR contabilizou a incrível marca de 2000 demos vendidas, quantia absolutamente impressionante para uma banda avessa a qualquer forma de compromisso junto à mídia mainstream.
Prosseguindo em sua cruzada em prol da brutalidade musical, entre 2002 e 2003, e tendo o apoio da Tumba Records, os caras iniciaram a gravação de seu primeiro full-lenght. Concomitantemente à atividade de estúdio, a banda ainda arranjou tempo pra se apresentar em importantes festivais do circuito underground, como o Datribo Rock Festival, o Tributo ao Sepultura, o Setembro Negro, a Rota do Rock, dentre outros.
Já em 2004, matando a sede dos fãs de carteirinha da banda (dentre os quais se encontra este que vos escreve), o Collapse NR lança o álbum Faces Of Exploration, garantindo a sonoridade vanguardista do play a oportunidade para que a banda dividisse o palco com verdadeiros medalhões da música pesada mundial, como Hate Eternal e Napalm Death.
Como se vê, a despeito de todos os empecilhos impostos à sua progressão na cena extrema nacional, leia-se absoluta falta de apoio dos meios de comunicação, infra-estrutura precária, dificuldades para agendamento de shows etc, contra tudo e todos, segue o Collapse NR marchando com determinação em sua já vencedora trajetória, tanto que a banda inclusive apareceu na seção Up Coming da Rock Brigade nº 223, edição de fevereiro deste ano, comprovando mais uma vez que com honestidade e perseverança naquilo que se faz nenhum objetivo mostra-se inalcançável.
Pra encerrar, em resposta aos que continuam achando que rock de verdade são aqueles grupelhos pop citados no início desta matéria, só recordo que o sucesso não passa da habilidade de compactuar com um padrão de obediência e conformismo.
Vida longa ao underground!
CD Review: Faces Of Exploration (2004, Tumba Records) - Se sua intenção sempre foi fazer sangrar copiosamente os delicados ouvidos daquele seu vizinho chato que sempre pega no seu pé por causa do barulho, eis aqui o produto perfeito. E olha que isso não é só força de expressão, meu caro, pois o extremismo metálico perpetrado pelo Collapse NR neste seu debut realmente é capaz de atordoar até mesmo o deathbanger mais escolado. Numa primeira audição, o som da banda pode não passar de um grind/death muito bem trabalhado, entretanto, após uma aclimatação inicial, a gente nota que o buraco é muito mais embaixo, visto a infindável gama de influências que encerra o som do Collapse NR. Imaginem vocês uma batida de frente entre o maravilhoso Lock Up e o Machine Head (fase Burn My Eyes/The More Things Change), agregando uma ou outra influência vanguardista à Meshuggah, mais umas pitadas de neo thrash e letras socialmente engajadas e pronto, eis aí o holocausto sonoro que sai dos auto-falantes quando você aperta o play do aparelho de som. E dá-lhe pancadaria na orelha! Todo o CD é extremamente bem feito, a execução das músicas é precisa, o trabalho vocal é exemplar, e a produção é primorosa, tanto na parte sonora quanto gráfica. Menção especial merece a faixa multimídia que encerra o CD, contendo um clip para a faixa sold, uma das mais brutais. Destaques? Praticamente todas, especialmente I See The Truth (hino nos shows da banda!), Crust, Lifeless, Caos Humano e P.M. (furioso libelo contra a violência policial-militar). Quer saber? Se eu fosse você, parava agora mesmo de ler isso aqui e descolava rapidinho esse espetacular petardo metálico!
Posted by Sandino at 07:20 PM | Comments (0)
Diferenças musicais...
Para entender as diferentes vertentes do Metal e do Rock, vamos imaginar uma situação e seus respectivos desfechos na abordagem de cada estilo. "No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão..."
HEAVY METAL
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.
METAL MELÓDICO
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.
THRASH METAL
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.
POWER METAL
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.
FOLK METAL
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.
VIKING METAL
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.
DEATH METAL
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora. www.whiplash.net
BLACK METAL
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.
GORE
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele de novo.
SPLATTER
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é uma das fotos.
DOOM METAL
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.
WHITE METAL
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".
NEW METAL
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".
GRUNGE
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.
ROCK N'ROLL CLÁSSICO
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.
PUNK ROCK
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.
EMOCORE
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.
PROGRESSIVO
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório.
HARD ROCK
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.
GLAM ROCK
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

Posted by Sandino at 04:27 PM | Comments (7)
março 24, 2005
Pros que estão em casa
(Romulo Portella e Flávio Murrah)
Até bem cedo esperei pelo telefonema
Tapando com peneira o sol que vai nascendo
Não vou tomar café nem escovar os dentes
Vou de aguardente como o sol que queima a praça
Bom dia, boa tarde, good night, quero dar um tapa
De topete e cara, vi Nova Iorque internada
Meu amor não deu em nada
Minhas sobrancelhas eriçadas
E a essa altura do fato
Nem fumaça tem cano de descarga.

Escute - Pros que estão em casa
Posted by Sandino at 11:40 PM | Comments (6)
março 04, 2005
London calling to the faraway towns...
Feliz aniversário: London Calling, o LP duplo e maior clássico do The Clash está completando 25 anos!
Na época do lançamento, o impacto musical foi pouco sentido, mas a mistura de ritmos, o maior legado de London Calling, foi ganhando espaço na geração de bandas dos anos 1980 e continua forte até hoje, com tendência a prosseguir. Red Hot Chili Peppers, Faith No More e Living Colour seguiram essa linha. O Clash influenciou também toda a geração do rock nacional dos anos 80, desde Plebe Rude a Ira!, passando pelos Paralamas do Sucesso e Capital Inicial. Nos anos 1990, o Skank também bebeu na fonte.
Hoje, o culto ao álbum é tão grande que só faltava um bom pretexto para se voltar a falar dele exaustivamente.

A síntese do conceito do álbum está na introdução da faixa-título – não por acaso, a primeira do repertório de 19 faixas: guitarras e bateria duras, linha de baixo escorregadia, sonoridade inclassificável!
A essência punk está na acidez da letra e no jeito agressivo de tocar, porém, musicalmente, o Clash desobedece a cartilha dos três acordes e da velocidade desenfreada. London Calling apresenta a agressividade em andamento cadenciado e arejada por harmonias mais elaboradas.
As 18 faixas seguintes reforçam a idéia de expansão do punk rock. "Brand New Cadillac" é rockabilly nervoso. "Guns of Brixton" é um reggae perturbado por guitarras imundas. "Lost in Supermarket" oferece sonoridade suave para versos ácidos. E "Train in Vain" encerra o disco com uma espécie de tributo punk ao legado soul das gravadoras Stax e Motown.
Com a palavra Nasi, vocalista do Ira!: “Foi o disco mais esperado da minha vida. Eu já era fã do Clash e li várias resenhas sobre o London Calling antes de ser lançado no Brasil. Eu pressentia que seria meu disco preferido mesmo antes de escutá-lo. Encomendei ao Museu do Disco e fiquei esperando de manhã a loja abrir. Quando ouvi, foi dito e feito. É o álbum que concede ao punk contornos artísticos: tem ares jazzy, de blues, do Caribe, de rockabilly... E a qualidade das letras? Jones e Strummer, para mim, são Lennon e McCartney do punk”, derrete-se Nasi.
Posted by Sandino at 05:36 PM | Comments (2)
fevereiro 09, 2005
Já estive num acidente...
O TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) manteve a sentença de primeira instância que condenou a Fiat Automóveis S.A. a indenizar, por danos morais e materiais, a família do cantor Chico Science, criador do movimento manguebeat, morto em acidente automobilístico, em Olinda, em fevereiro de 1997.
Por dois votos a um, a 5ª Câmara Cível do tribunal negou provimento ao recurso impetrado pela montadora. O relator do processo considerou que os argumentos apresentados pela empresa eram "insuficientes" para desconstituir a perícia realizada pela polícia técnica à época.
Os técnicos constataram que a fivela metálica do cinto de segurança se rompeu com o choque lateral do Fiat Uno Mille utilizado por Science com um poste.
Chico Science morreu no dia 2 de fevereiro de 1997, na divisa de Recife e Olinda. O carro que dirigia - e que pertencia à irmã dele - teria sido abalroado em alta velocidade, sobre um viaduto.
O cantor, que estava só no veículo, perdeu o controle da direção. O automóvel derrapou, bateu no meio-fio da calçada e se chocou com um poste. Science foi socorrido, mas morreu logo após chegar no hospital.
Posted by Sandino at 09:44 AM | Comments (0)
fevereiro 04, 2005
Música na Net
A revista francesa "Le Nouvel Observateur", uma revista de esquerda (ou pelo menos era), conhecida por enfrentar assuntos polêmicos (nos anos 60, quando o aborto ainda não era permitido na França, ela lançou uma edição bombástica com diversas estrelas de peso declarando que fizeram aborto, me parece que com a Catherine Deneuve na capa), lançou um manifesto de protesto contra a repressão dos usuários de peer to peer (P2P), que são os programas como Kazaa e Soulsek, usados para copiar músicas e outros arquivos na net, com o título de "Nous sommes tous des pirates" e todos podem assinar o protesto que é encabeçado pelo Manu Chao.
O endereço da revista é http://permanent.nouvelobs.com/special/20050202.UNE0016.html , e para os não habituados à língua francesa que desejarem assinar, procurem um link em vermelho escrito "signer l'appel" . Nesse link é possível também ver os nomes das pessoas que já assinaram.
Posted by Sandino at 02:21 PM | Comments (0)
fevereiro 02, 2005
sons sandinistas

Depois da gravação de “Oito Quatro” (2000), Sandino prepara um novo trabalho.
Algumas faixas extraídas do baú dos Bandidos da Luz Vermelha! também serão resgatadas.
Dita dores
(Sandino)
Eu
não teria dito tudo que disse
se soubesse que quem ditaria as regras
seriam os extraditados
ditas como os extraditadores
Ditadores, ditam dores
Ditadores, ditam dores
Eu
jamais teria comido ela de novo
se soubesse que tomada
nunca foi e será
focinho de porco!
Escute "Dita dores” (ensaio)
Escute "Duas Américas" (ensaio)
Escute "Duas Américas" (versão trip)
Posted by Sandino at 09:35 PM | Comments (4)
janeiro 22, 2005
Picassos Falsos: o Supercarioca voltou!
Os recentes retornos e revivals dos anos 80 não se resumem a bandas de um hit só. Pouco conhecida na época de seu surgimento (o que a relegou a alcunha de cult), a banda carioca Picassos Falsos volta a lançar novo trabalho depois de mais de dez anos sem gravar, o disco “Novo Mundo”, com direito a sucesso de crítica e escalação para o Tim Festival.
No caso dos Picassos Falsos, o revival extrapola o sentido de nostalgia das músicas antigas e de um tempo que passou. Parece existir hoje no cenário musical um ambiente muito mais propício por parte do público para a aceitação da mistura de samba com rock que o Picassos Falsos faziam do que nos anos 80, quando a ordem do dia era impor o rock como estilo.
Hoje, o rock menos preso a amarras conceituais pra marcar território imprime ao trabalho do Picassos Falsos um novo frescor.
Posted by Sandino at 01:44 PM | Comments (0)
janeiro 21, 2005
Back to Vinil
Entre outras coisas, o CD sepultou as capas – muitas vezes melhores que áudio contido no bolachão. O toque foi dado por Darcio – o contador roqueiro. Vale a pena conhecer o museu das capas ruins e um ranking com as 10 piores capas de todos os tempos.

50 cents bem pagos por Joyce
Posted by Sandino at 01:05 AM | Comments (3)
dezembro 17, 2004
Os últimos dinossauros
U2 e R.E.M. estão com discos novos na praça. Os fãs saúdam com entusiasmo a chegada dos CDs fresquinhos às prateleiras, mas no fundo sabem que a banda de Bono Vox não lança um grande álbum desde "Achtung Baby" (1991), e que a de Michael Stipe está na seca desde "Automatic For The People" (1992).
O U2 e o R.E.M. são dois dos últimos representantes de uma espécie em extinção, a mega-banda de rock, que está sendo dizimada pela abundância de novidades da era do mp3.
Posted by Sandino at 03:32 PM | Comments (0)
Os Mutantes
De modo geral, o brasileiro é meio desligado em datas e nomes - o que faz com que esqueçamos muito rápido de certas pessoas e ocasiões. Nadando contra a corrente, os Mutantes venceram a enquete deste blog, sendo apontados como a banda mais significativa do rock brasileiro.
Conheci os Mutantes através do amigo Kadu (Por onde andará você Barracão?). Morávamos em uma república em Piracicaba e cada um trouxe seus vinis para animar os embalos de todos os dias. Vidrado no trio, Kaku me presenteou com alguns discos. De cara, fiquei estarrecido com o som dos Mutantes.
Formado por Arnaldo Dias Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee em 1966, o conjunto passou por diversas formações e teve vários nomes: Wooden Faces, Six Sided Rockers e O'Seis. Os Mutantes se consagraram como um grupo musicalmente criativo e com uma postura de deboche e irreverência. Os Mutantes acabaram pela infantilidade de Rita e Arnaldo, que não souberam lidar com as paixões humanas!
Jovens. Muito ácido e pouca cabeça. Uma pena!
Posted by Sandino at 03:21 PM | Comments (1)
dezembro 13, 2004
Plágio ou influência?
O pop/rock nacional já nos legou bons plágios, citações e coisas do gênero. Dê uma olhada nessa lista maldita...
CAMISA DE VENUS: O camisa roubou, na maior cara de pau, refrões, letras e músicas inteiras, sem dar crédito. Marcelo é novidade só no nome. Entre os roubos da galera estão "Controle total" (versão para o português, sem crédito para o original, de "Complete control", do Clash - o disco ainda vinha com a inscrição "inspirada no Clash"), "Sílvia" ("inspirada" em "Sorrow", gravada por David Bowie), "Passa tempo" ( de "That´s entertainment", do Jam), "O adventista" ( puro"I believe", dos Buzzcocks) e "Só o fim" (com duas músicas dos Stones juntas, "Gimme shelter" e "Time waits for no one").
IRA!: O grupo de Nasi, Edgard, Gaspa e André foi acusado de ter plagiado um poeta português chamado Reinaldo Edgard Ferreira. A banda tinha feito "Receita para se fazer um herói", cuja letra era igualzinha a um poema do luso chamado "Receita de herói". O problema é que a letra tinha sido "feita" por um amigo (da onça) de quartel de Edgard chamado Esteves, e a banda tinha gravado a música sem nem pedir permissão ao tal amigo - tanto que o disco Psicoacústica (1988) tinha nos créditos a frase 'Esteves, cadê você?'. O Ira! aproveitou ainda a levadinha de "Start!", do Jam para fazer "Longe de tudo".
PARALAMAS DO SUCESSO: Um antigo amigo de faculdade de Bi Ribeiro acusou a banda de ter plagiado uma obscura banda de reggae africana em "Alagados". E um radialista de São Paulo lançou o boato de que "O beco", sucesso da banda de 1987, tinha sido chupado de "Johnny B. Goode", na versão de Peter Tosh.
CAPITAL INICIAL: Dinho & cia. pegaram o "hu ha hu ha" de "Pedra na mão" de 'Welcome to the pleasuredome", do Frankie Goes To Hollywood.
LEGIÃO URBANA: Renato Russo pegou o "hey white boy/what are you doin´in the town?" de "Waiting for the man", do Velvet Underground, e inseriu na cara-dura em "Mais do mesmo" ("hey menino branco/ o que você faz aqui?"). Mas a Legião até costumava dar crédito às citações que pegava por aí. Uma das mais curiosas é a de que o grupo teria pego trechos da melodia de "O bêbado e a equilibrista" (de João Bosco e Aldir Blanc, mas imortalizada por Elis Regina) para incluir em "Perfeição".
BIQUINI CAVADÃO: Bruno Gouveia & cia. foram acusados pelo jornalista Álvaro Pereira Júnior de plagiar "In between days", do Cure, em "Escuta aqui". O problema é que "In between days" (aquela música que era tema do ClipClip, da Globo, lembra?) sempre tinha sido acusada de ser plágio de "Dreams never end", do New Order. Eu chupo, tu chupas, ele chupa...
MUTANTES: Rita, Arnaldo e Sérgio deram uma chupadinha cara-de-pau nos Stones: praticamente criaram outra música em cima da melodia de "Brown sugar", fazendo "Beijo exagerado". Além disso, o riff de "Time of the season", dos Zombies, paira sobre "Ando meio desligado". Cesar Baptista, pai de Arnaldo e Sérgio, palpitou sobre músicas dos Mutantes e escreveu letras inteiras para eles, como a de "Tempo no tempo", e não recebeu crédito, provavelmente por opção própria (ele era secretário do político Adhemar de Barros e não pegaria bem aparecer como parceiro de uma banda de rock).
TITÂS: O então octeto paulista chupou o arranjo de "I´m free", do Who, deu uma mexidinha básica e meteu no final de "Desordem" (do disco Jesus não tem dentes no país dos banguelas), além de copiar umas frases de "Damaged goods" (do Gang of Four) para incluir em "Corações e mentes" (do mesmo disco). Cabeça Dinossauro é chupado de "Cadê as Armas", das falecidas Mercenárias.
ENGENHEIROS DO HAWAII: há rumores de que a letra de "Infinita highway" tenha sido chupada de uma música dos Talking Heads chamada "Road to nowhere". Além disso, Humberto não quis que "Terra de gigantes" fosse a música de trabalho do disco A revolta dos Dândis (1987) porque achava que a música, no fundo, era plágio de "Filho único", de Erasmo Carlos (que também tinha um "hey mãe" no início).
KID ABELHA: Ao que consta, o Kid pegou a intro de "London calling", do Clash e deu uma acochambrada pra encaixar na intro de "Educação sentimental II". Mas ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão: "London calling" pagava tributo, em sua introdução, a "Odorono", uma obscura composição do Who. E ainda tem "Como eu quero", que durante anos foi acusada de ser plágio de "Time after time", da Cindy Lauper. Sobre isso, o produtor Liminha se manifestou com rara sinceridade.
RAUL SEIXAS: Raul praticou por muitos e muitos anos a fellatio musical. O único admitido foi o de "Rock das aranhas", que Raul disse ser copiado de um antigo rock gravado por Elvis Presley, "Killer driller", mas o mais cara de pau é "S.O.S.", idêntica a "Mr. Spaceman", dos Byrds. Isso sem falar em "Eu nasci há dez mil anos atrás", homônima de um country gravado também por Elvis ("I was born 10.000 years ago"), "Loteria de babilônia", cuja finalização é chupada de "How many more times", do Led Zeppelin (que já era chupada de "The hunter", um antigo blues de Albert King) e a pouco conhecida "O dia da saudade", que mistura duas músicas dos Beatles ("Back in the U.S.S.R." e "Get back").
ULTRAJE A RIGOR: Logo assim que saiu o compacto "Eu me amo"/"Rebelde sem causa", em 1984, o jornalista musical Pepe Escobar falou a respeito de "influências" do grupo Madness na segunda música. E a revista BIZZ falou que "Rebelde sem causa" era bem parecida com a música "L'Aventurier", de um grupo chamado Indochine. A BIZZ também lançou a pergunta: "de que música do The Police foi chupada a guitarrinha da introdução de 'Ciúme' ?", mas ao que parece, ficou só nisso.
BLITZ X ULTRAJE A RIGOR: Evandro Mesquita & cia. lançaram em 1984 a música "Egotrip", quase ao mesmo tempo que o Ultraje a Rigor lançava "Eu me amo", e as duas músicas tinham refrões idênticos.
PARALAMAS X LOBÃO: Lobão acusa Herbert & cia. de plágio mais ou menos desde 1983, quando os Paralamas lançaram o disco Cinema mudo e Lobão enxergou semelhanças entre o título desde disco e o do seu LP Cena de cinema (fora a maneira de cantar de Herbert, que ele diz ter sido decalcada do modo como ele cantava no início da carreira). Isso sem contar que ele diz que a faixa título do disco é plágio de uma música de seu ex-guitarrista Guto Barros, chamada "Rastaman in the army" (Herbert disse que "Cinema mudo" nasceu num show que a banda deu em Canela -RS, anos antes disso tudo). Depois Lobão reclamou de "plágio conceitual" de "Me chama" em "Me liga", também dos Paralamas, e disse que Herbert teve a idéia para fazer "Alagados" e o disco "Selvagem" ao ouvir sua música "Revanche" (que tinha o verso "a favela é a nova senzala").
PARALAMAS X ULTRAJE A RIGOR: Não chega a ser bem um plágio, mas é uma história das mais cabulosas. Em 1985, no palco do Rock In Rio, Herbert Vianna, á frente dos Paralamas, dedicou o festival "às bandas de São Paulo" e tocou "Inútil", do Ultraje a Rigor, numa apresentação histórica. O grande problema: Roger, que estava no camarim do festival e assistiu a tudo "das coxias", até hoje reclama que Herbert cantou a música sem explicar que era do Ultraje e muita gente deve ter pensado que "Inútil" havia sido feita pelos Paralamas...
TIHUANA: O grupo foi acusado de ter copiado "Praia nudista", seu primeiro sucesso, de uma banda latina, e "Pula!", seu segundo hit, de uma banda chamada King Kong de Konga. Em ambos os casos ficou difícil negar a acusação.
JORGE BEN: O velho suingueiro mandou bala em Rod Stewart, que teria copiado o refrão de "Do you think I´m sexy?" do "tê-tê-teteretê" de "Taj Mahal". Rod conseguiu transferir a culpa para seu parceiro Carmine Appice e, quando foi obrigado a ressarcir Jorge, anunciou que tinha doado toda a grana da música para a UNICEF - o que fez com que Benjor não conseguisse receber até hoje a paga do plágio. Só que Benjor também andou recebendo acusações: sua música "Todo dia era dia de índio" foi acusada de ter trechos surrupiados de uma matéria do Jornal (Mural) do Brasil, lançada nos anos 70.
ZÉ RAMALHO: Pegou uns trechinhos de uma história do Incrível Hulk (isso mesmo, do Incrível Hulk) e compôs a letra de "Força verde". Depois admitiu ter realmente pego trechos da historinha, mas que não deu crédito porque não sabia como ia fazer para colocar o nome do parceiro.
PATO FU: O ex-Sexo Explícito Rubinho Troll pegou "Alfômega", uma música semi-desconhecida de Gilberto Gil (gravada por Gal Costa no anos 60). Botou outra letra em cima da original, chamou de "A necrofilia da arte" e mandou para os amigos do Pato Fu, que gravaram a música no disco Televisão de cachorro. Antes de gravar, porém, o pessoal do Pato Fu teve o bom senso de procurar Gil, que adorou a música e deu parceria para Rubinho.
ROBERTO & ERASMO: A dupla foi acusada pelo músico Sebastião Braga de ter copiado a melodia de "O careta" de uma canção do músico chamada "Loucuras de amor" - curiosamente, Sebastião (seria um parente perdido do Rei?) vem se dando bem nos tribunais e o agravo regimental de Roberto & Erasmo (que já tentaram reverter a ação diversas vezes) foi até negado.
MORRIS ALBERT: "Feelings... uôu, uôu, uôu, feelings..." Sim, o velho sucesso do coisa-nossa Maurício Alberto Kaissermann (nome verdadeiro do cara) também foi acusado de ser plágio. O plagiado em questão foi o francês Louis Gaste, que reconheceu em "Feelings" trechos surrupiados de sua música "Pour Anne". Morris foi considerado culpado e, mesmo sendo obrigado a ressarcir Gaste (e a colocá-lo de parceiro na música), até hoje nega o plágio. Recentemente, Morris processou a banda norte-americana Offspring, que fez uma versão da música com trechos modificados.
Posted by Sandino at 04:11 PM | Comments (2)
Vivendo e aprendendo
A melhor banda do rock nacional (o Ira!), com o melhor guitarrista do rock nacional (Edgard Scandurra) e o vocalista mais honesto do rock nacional (Nasi), lançaram um de seus melhores CDs, o "Acústico MTV Ira!".
Conheci o Ira! em 1985 , ano de "Mudança de Comportamento". Corri atrás do compacto depois.

Sandino e André nas gravações do Acústico Ira!
Nesse grande PFL que virou o rock brasileiro, o Ira! desempenha o mesmo papel que Luciana Genro, Heloísa Helena e Babá tiveram em relação ao PT: chegaram lá mas não se deslumbraram, seguiram fiéis a seus princípios. São autênticos.
Mas os caras, dirão alguns, são tão autênticos assim e lançam logo um Acústico MTV? Confesso que também tenho um pé atrás com os ditos acústicos. Via de regra, o formato vem justificar a falta de criatividade.
Como toda regra tem sua exceção…o fato deles terem gravado no formato faz mais bem ao Acústico do que mal ao Ira!, pois devolve ao projeto sua dignidade original, que começou lá em 1991, quando Paul McCartney gravou o primeiro "Unplugged" da história.
Basta ouvir a bela "O Girassol", que passou meio batida no CD "7 (Sete)", de 96, e é um exemplo perfeito do rock simples e direto da banda. Que outro grupo poderia fazer de versos aparentemente banais como "Você é meu sol/ Um metro e sessenta e cinco de sol" e "Como eu sou um girassol/ Você é meu sol" uma poderosa declaração de amor?
Eis a outra qualidade de Scandurra, além da poderosa canhota: como um sábio poeta japonês, ele tira beleza de bobagens do cotidiano ("Você me ligou naquela tarde vazia/ E me valeu o dia", de "Tarde Vazia", ou ainda "Meus amigos, minha rua/ As garotas da minha rua", de "Envelheço na Cidade").
Ou conjuga "uppercuts" como "Se meu filho nem nasceu/ Eu ainda sou o filho", da clássica "Dias de Luta", e "Quanta gente já ultrapassou/ A linha entre o prazer e a dependência", da nova "Flerte Fatal".
É muito mais difícil sobreviver ao sucesso do que ao fracasso. Sorte ao Ira!
Posted by Sandino at 03:44 PM | Comments (1)
dezembro 09, 2004
Rock Grande do Sul
As guitarras de Porto Alegre sempre foram coerentes e barulhentas. A cena musical em Poa é repleta de gratas surpresas. De Wander Wildner a Frank Jorge...tem muita gente boa!
Uma banda que chama a atenção é a my.soundtracked.life. do amigo Tiago (agora Teago). Harcore bem legal!
Ouça - my.soundtracked.life

my soundtracked life 2003- independent
Posted by Sandino at 11:43 PM | Comments (0)