maio 11, 2005
+ acesso wi-fi
Cidade Wi-Fi agora leva inclusão à baixa renda
O município paulista de Sud Mennucci, que ganhou destaque nacional por oferecer conexão à internet sem-fio (Wi-Fi) em todo seu território, agora tem como desafio levar a inclusão digital também aos habitantes de baixa renda.
Leia +.
Posted by Darcio at 10:12 PM | Comments (0) | TrackBack
março 07, 2005
Gerando filhotes
O catanduvense Neto manda avisar que o modelo de acesso gratuito provido pela prefeitura de Sud - donde blogo - está sendo proposto em sua cidade:
Um sistema de rádio link municipal pode garantir Internet, em banda larga, gratuitamente à população. A proposta, em Catanduva, partiu do vereador Nelson Lopes Martins (PP). Na sessão da Câmara da última terça-feira, o parlamentar apresentou a idéia, sendo que a mensagem será encaminhada ao prefeito. Caberá ao chefe do Executivo colocar a idéia em prática. (...) "O poder público pode fornecer condições técnicas para democratizar o uso da Internet", resume Martins. Entre as cidades que já adoram o sistema está Sud Mennucci, que ganhou destaque nacional pela iniciativa."
Legal, Neto. Tomara que dê certo. Agora, vem cá, que site mais tosco esse do Catanduva Em Dia, hein, mano?
Posted by Darcio at 11:48 PM | Comments (1) | TrackBack
fevereiro 23, 2005
Acesso Wi-Fi em Sud Mennucci
Já que está todo mundo falando disso, criei temporariamente uma sub-categoria pra classificar os posts sobre o provedor de acesso gratuito à internet na minha cidade: WiFi em Sud.
Enquanto isso, na Filadélfia, o projeto começa a fazer água...
Posted by Darcio at 01:37 AM | Comments (1) | TrackBack
fevereiro 21, 2005
Ainda o acesso gratuito
Saiu no Link, do Estadão, a matéria mais completa sobre nossa aldeia: Um cantinho Wi-Fi no interior de SP.
Posted by Darcio at 11:58 PM | Comments (1) | TrackBack
fevereiro 10, 2005
Famosidade
E a internet gratuita de nossa aldeia tá rendendo. Esteve aqui em casa uma repórter do SBT pra gravar uma matéria. Os caras insistem em nos mostrar como índios que agora podem comprar nas lojas virtuais e usar o internet-banking. Como se só houvesse isso na rede. Pelo que entendí, a moça não sabe nem o que é um weblog. Ok, um monte de gente que usa a net também não sabe, mas ela é uma profissional da informação...
Bem, passa hoje no TJInterior (é na TVI, retransmissora do SBT em Araçatuba, que, adivinhem só, não transmite pra minha cidade), ao meio-dia.
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Pelo que me disseram, a matéria me fez parecer um nerd-consumista que não sai de casa nem pra ir à esquina. Ótimo. Editaram minha entrevista pra confirmar o que eles imaginam que acontece.
A repórter conduziu a reportagem enfatizando que a internet resolve os problemas que ELA tem na cidade grande. Claro que é bom comprar qualquer coisa com alguns cliques. Mas não faz absolutamente nenhuma diferença o net-banking, já que quase não temos filas por aqui.
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A grande sacada do negócio é a democratização da informação. Poder escolher tuas fontes - imagine que não temos nem banca de jornal na cidade.
Perdeu a oportunidade de fazer uma reportagem diferente das outras, que miram no estereótipo "caipira-que-tem-computador", e acertam o tiro n'água.
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Update: O Neto Cury manda avisar que a notícia saiu também na InfoOnLine.
Posted by Darcio at 10:06 AM | Comments (3) | TrackBack
fevereiro 09, 2005
e-city
De novo nossa aldeia é notícia:
Acesso à internet muda hábitos de cidade de 7.500 habitantes no interior de SP - 06/02/2005
O município é Sud Mennucci (...) A cidade tem 7.500 habitantes, um Orçamento anual de R$ 11,5 milhões e um sistema de acesso à internet semelhante ao que está instalado em partes de cidades como Amsterdã (Holanda), Taipé (Taiwan) e Filadélfia (EUA).
Veja a matéria completa aqui.
Abaixo reproduzo outro texto publicado na Folha de S.Paulo do dia 06-fev, e com acesso on line restrito aos assinantes do jornal.
Moradores ganham dinheiro na rede
DO ENVIADO A SUD MENNUCCI
Osvaldo Concórdia Júnior, 26, exibe em seu quarto os vários pares de tênis, relógios e bonecos articulados de personagens de filmes e quadrinhos, todos importados, e comenta: "Estou dando entrada numa moto com o dinheiro que eu ganho com eles".
Júnior é um morador de Sud Mennucci que aproveitou uma oportunidade -o acesso gratuito à internet disponibilizado pela prefeitura- e montou um negócio, a compra e venda de importados, especialmente tênis que não chegam ao Brasil, pela internet.
Ele conta que o negócio começou com sua paixão pelo calçado. Quando a Nike lançou, há três anos, um novo modelo -que custava cerca de R$ 700-, Júnior, que na época fazia faculdade em São José do Rio Preto, procurou-o em todas as lojas -fazendo contato até com a própria Nike Brasil- e não o encontrou.
Achou, então, um contato em Orlando (EUA), que comprou o desejado tênis e o enviou para o Brasil. Desfilando com o modelo novo no pé, Júnior chamou a atenção de outros aficionados por marcas e recebeu uma oferta pelo par de calçados que tinha comprado. A partir daí, teve o estalo: começar a importar modelos dos EUA e revendê-los no Brasil.
Com a estrutura de internet montada pela prefeitura em Sud Mennucci, Júnior criou uma empresa informal de importações sem sair de casa: encomenda direto de Orlando os modelos de tênis que não chegam ao país e os anuncia no site de vendas da internet Mercado Livre, no qual interessados do Brasil inteiro podem fazer encomendas. Recebe os produtos em sua casa pelo correio e de lá mesmo os despacha para seus clientes on-line.
Dos tênis -que compra por cerca de US$ 150 (cerca de R$ 390) e vende por até R$ 600-, Júnior partiu para outros tipos de importados, como relógios, CDs e, agora, bonecos articulados. Ele louva a internet instalada pela prefeitura, sem a qual não conseguiria tocar seu negócio. "Antes, era inviável, eu pagava R$ 40 por uma péssima conexão discada em um provedor de Andradina (cidade vizinha), além de gastar R$ 120 mensais com interurbanos. Agora, tenho acesso de alta velocidade gratuito, o negócio dá lucro."
Aparecido Irlei de Conde, o Cidinho, é outro dos grandes beneficiados com o novo acesso à internet. Dono da K&K Modas, loja de roupas e acessórios, sempre usou a internet em seu negócio para fazer transações bancárias. Ele mostra contas mensais de telefone -tinha uma linha dedicada exclusivamente à internet- de até R$ 400 e diz que, com o novo sistema de internet, parou de gastar e ampliou o uso da rede.
"Antes eu enviava pelo correio os cheques pré-datados que recebia. Hoje eu tenho conta em três bancos e gerencio tudo pela internet. Além disso, faço consultas na Serasa para conferir os cheques e faço pedidos de compras e negociação com fornecedores de outras cidades por meio de programas de comunicação on-line", explica Cidinho.(MAC)
Posted by Darcio at 11:13 AM | Comments (1) | TrackBack
janeiro 31, 2005
Internet grátis na terra de Marlboro
Chico Migraña manda avisar que a terrinha tá no coluna do renomado jornalista Elio Gaspari. O assunto é o acesso turbinado à internet em Sud Menucci, donde cá este blogueiro está a postar. Publicou-se n´O Globo (RJ), O Povo (CE) e no Estado de S.Paulo.
Detalhe pra ilustração totalmente bizonha e estereotipada publicada n'O Povo. Mas tudo bem, tá valendo, somos caipiras mesmo. Boiei de verdade na parte que o cara diz que o patrono da cidade chama-se Sud porque o "pai dele gostava de dar nomes geográficos aos filhos"(?!?)

Segue-se o artigo completo.
ELIO GASPARI
Uma história brasileira de sucesso
[29 Janeiro 15h45min 2005]
Fica no Brasil uma das poucas cidades do mundo onde os habitantes têm acesso gratuito, veloz e ilimitado à internet. Chama-se Sud Menucci (sudeste de SP), com 7.500 moradores e duas mil casas, 107 das quais conectadas à rede. A operação custa R$ 3.200 mensais à prefeitura e é possível que antes de junho ela incorpore a tecnologia WiFi, que dispensa os cabos. Se isso acontecer, como acredita o prefeito Celso Junqueira, a cidade americana de Filadelfia perde a corrida para Sud Menucci. (Que nome é esse? A explicação está no final da nota)
A história da proeza mostra, como diria Lula, que a vontade de fazer associada à vontade de trabalhar, consegue o impensável.
Em 2002, Sud Menucci estava no lixo da internet. Seus habitantes precisavam buscar a conexão discada num número interurbano. O chefe do serviço de informática da prefeitura (Sérgio Soares, 35 anos) recebeu do prefeito (Nelson Gonçalves de Assis) a tarefa de buscar uma solução. Essa mesma conversa deve ter acontecido em centenas de municípios do Brasil e quase sempre acabou em nada. Sérgio foi à luta. Hoje, graças à torre de transmissão da prefeitura, toda a cidade tem acesso à banda larga. Os moradores precisam apenas de uma antena, cujo preço varia entre R$ 300 e R$ 500. Daí em diante, nada.
Sud Menucci não é nenhuma Filadelfia. Depende da cana e seu orçamento anual é de R$ 11 milhões, dinheiro que não paga a reforma que a plutocracia nacional faz no palácio da Alvorada (R$ 16 milhões). Tem duas escolas com 40 computadores e uma biblioteca com três.
Sud Menucci foi um jornalista e professor, autor de A crise brasileira da educação. Morreu em 1948, aos 56 anos, tendo vivido para defender a qualidade do ensino público. E porque se chamava Sud? O pai dele gostava de dar nomes geográficos aos filhos.
Posted by Darcio at 08:48 PM | Comments (2)